- Camilla Dantas, 30 anos, é professora de artes da rede pública e ganhou destaque nas redes com desenhos na lousa.
- Sempre gostou de desenhar e, após descobrir a graduação em artes visuais na Universidade de Brasília, mudou de bacharel para licenciatura para seguir a educação.
- Durante a graduação criou um curso de pintura para idosos em Taguatinga, projeto que confirmou o desejo de ensinar e incluir.
- O primeiro emprego foi como professora de inglês; na pandemia houve desafio, mas em 2023 foi aprovada no concurso da Secretaria de Educação do Distrito Federal e passou a lecionar para o ensino fundamental.
- Ela cita a influência de Sanjit Bunker Roy como marco que a fez acreditar no poder transformador da arte na vida das pessoas.
A professora Camilla Dantas, de 30 anos, ganhou destaque nas redes com desenhos impecáveis na lousa da escola pública onde leciona artes. A publicação viral mostra traços de alta qualidade que acompanham a carreira desde a infância, quando a estudante passou a treinar sozinha em casa.
Camilla ingressou na Universidade de Brasília (UnB) buscando artes visuais, mudou de bacharel para licenciatura e descobriu que queria ensinar. Ao longo da formação, interesses em psicologia do desenvolvimento e inclusão passaram a guiar sua trajetória, até abrir espaço para o ensino.
Durante a graduação, ela desenvolveu um curso de pintura para idosos em Taguatinga, estimulando a inclusão e a interação com a comunidade. O projeto também ajudou a confirmar a decisão de dedicar-se à docência.
Trajetória profissional e virada para o ensino
Ao longo do curso, Camilla conheceu José Ferreira, que vivia afastado da família e da arte. A convivência no projeto de extensão reacendeu o interesse dele pela expressão artística, com mudanças estéticas e uma nova relação com a família. A experiência influenciou Camilla a levar a arte às pessoas como ferramenta de transformação.
Depois de concluir o curso, Camilla teve o primeiro emprego como professora de inglês e, um ano depois, ingressou na área de artes. A pandemia de covid-19 impactou o início da carreira, com desafios comuns aos docentes da rede pública.
Em 2023, Camilla foi aprovada em concurso da Secretaria de Educação do Distrito Federal e, no ano seguinte, passou a lecionar no ensino fundamental na rede pública. A professora relata que a atuação tem trazido satisfação, porém continua buscando aprimoramento.
A mudança de foco ocorreu após um episódio inspirador: uma palestra de Sanjit Bunker Roy, fundador da Universidade dos Pés Descalços. A experiência levou Camilla a acreditar no poder da arte como oportunidade de transformação social.
Conclui que o ensino de artes pode conectar comunidades, promover autoconhecimento e ampliar o papel da escola na vida dos alunos. A docente segue dedicada a oferecer ensino de qualidade, mantendo a arte como motor de desenvolvimento escolar.
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