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Pais inspirados por Gisèle Pelicot abrem mão do anonimato

Pais de vítimas abrem mão do anonimato em julgamento de monitor acusado de abusar de nove crianças em escola de Paris; réu foi condenado a três anos de prisão

Oito pessoas em pé seguram uma faixa branca com texto em francês contra violência nas escolas, em frente a um prédio de vidro. Algumas seguram placas com mensagens relacionadas à causa.
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  • Pais das vítimas optaram por abrir mão do anonimato no julgamento do monitor David G., 36 anos, acusado de abusar sexualmente de nove crianças na escola de educação infantil em Paris.
  • O tribunal condenou David G. a três anos de prisão pelos relatos envolvendo três dos cinco casos apresentados.
  • Segundo a acusação, ele teria abusado de crianças com idades entre três e cinco anos, durante pausas de almoço e atividades extracurriculares; quatro famílias também o acusam, mas ainda não houve denúncia formal nesses casos.
  • Os depoimentos das crianças foram lidos para o juiz, já que os alunos não compareceram ao julgamento. O réu também nega os abusos, mas admite ter violado diretrizes da escola.
  • A prefeitura de Paris informou que o acusado foi suspenso em abril do ano passado e que o novo prefeito prometeu medidas para enfrentar a violência sexual nas escolas; desde o início de 2026, oitenta e dois funcionários municipais foram suspensos, sendo trinta e um por suspeita de violência sexual.

Pais de alunos de uma escola de educação infantil em Paris abriram mão do anonimato no julgamento de um funcionário acusado de abusar sexualmente de nove crianças. O tribunal condenou, nesta terça-feira (26), o monitor David G., 36, a três anos de prisão.

Segundo a denúncia, os abusos teriam ocorrido entre agosto de 2024 e abril de 2025, em momentos como pausas de almoço e atividades extracurriculares, envolvendo crianças entre 3 e 5 anos. O réu também é acusado de abusar sexualmente de duas colegas.

O monitor, que atuava como freelancer na escola, nega as acusas, mas admitiu ter violado diretrizes da instituição, entre elas a proibição de colocar um aluno no colo de um adulto. Os depoimentos de parte das vítimas foram lidos em audiência, já que as crianças não compareceram.

A decisão ocorreu em um contexto de medidas rigorosas da prefeitura de Paris para lidar com violência sexual em escolas. O novo prefeito, Emmanuel Grégoire, anunciou suspensões e políticas de combate a esses casos.

Até o momento, outras investigações semelhantes seguem em andamento. Em processo à portas fechadas, o MP pediu 18 meses de prisão com suspensão de pena para um caso envolvendo um homem de 47 anos, com julgamento previsto para 16 de junho.

Paralelamente, 78 funcionários municipais de escolas parisienses foram afastados desde o início de 2026 por suspeitas de violência sexual, conforme dados da Prefeitura. Entre os afastados, há casos envolvendo trabalhadores estrangeiros e brasileiros.

Contexto institucional

  • Em Paris, o Ministério Público investiga atos de violência em dezenas de escolas. Ao todo, são 84 instituições de educação infantil com apurações em andamento, além de cerca de vinte de ensino fundamental e dez creches.

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