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Tarcísio diz que USP tem dinheiro, reivindicações dos alunos são justas

Tarcísio afirma que USP tem dinheiro em caixa e que a reitoria deve tratar das reivindicações; greve persiste, com impasse sobre o reajuste do auxílio integral até o salário mínimo paulista

Manifestante usa megafone e levanta a mão durante protesto. Placa em destaque diz 'Educação não é mercadoria'. Pessoas ao fundo participam da manifestação em ambiente urbano.
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  • O governador Tarcísio de Freitas afirmou que a USP tem dinheiro em caixa e que cabe ao reitor Aluisio Segurado lidar com as demandas estudantis, consideradas justas.
  • A greve na universidade já dura mais de cinco semanas e é tratada pelo governo como assunto da reitoria.
  • A principal reivindicação é reajuste do PAPFE, hoje de 885 reais, para o equivalente ao salário mínimo paulista, de 1.804 reais.
  • A USP propõe reajuste pelo IPC-Fipe, o que elevaria o benefício para 912 reais; os estudantes já propuseram 1.096 reais, sem aceitação.
  • As negociações estavam travadas, a comissão de mediação foi desfeita e o estado ressalta que há planejamento orçamentário estável e que 2026 terá o maior orçamento da história da instituição, em 9,41 bilhões de reais.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a USP tem dinheiro em caixa e que cabe à reitoria lidar com as reivindicações dos estudantes, consideradas justas. A declaração ocorreu durante a entrega de um conjunto habitacional em Perus, zona norte, na noite desta terça-feira (26).

A imprensa aponta que as negociações pela volta às aulas estão travadas. A comissão de mediação criada pela reitoria encerrou as tratativas após dois encontros, segundo apuração da Folha. A gestão diz manter as propostas anteriores.

A greve na USP já soma mais de cinco semanas. O principal impasse é o reajuste do PAPFE, que hoje paga R$ 885 mensais de auxílio integral. Estudantes querem o valor equiparado ao salário mínimo paulista de R$ 1.804.

A universidade propõe reajuste com base no IPC-Fipe, o que elevou o benefício para R$ 912. Os alunos apresentaram uma proposta intermediária de R$ 1.096, que não foi aceita pela instituição.

Tarcísio reforçou que o Estado oferece previsibilidade orçamentária e que o orçamento depende da autonomia da universidade para decisões financeiras. Ele citou que o maior programa de auxílio a estudantes está na USP.

Na semana passada, centenas de alunos realizaram passeata até o Palácio dos Bandeirantes, onde apresentaram demandas por investimentos. Em abril, houve ocupação da reitoria, com uso de bombas de gás pela PM.

Sobre o financiamento, a lei fixa 9,57% da cota de ICMS do estado para USP, Unicamp e Unesp. Em 2026, a USP terá o maior orçamento de sua história: 9,41 bilhões de reais, alta de 2,87% em relação a 2025.

A greve segue sem acordo; a comissão de mediação, criada pela reitoria, foi extinta após a decisão de encerrar as tratativas. As partes seguem sem consenso sobre o valor do auxílio permanente aos estudantes.

O tema do auxílio estudantil permanece central na negociação entre universidade e estudantes, com impactos diretos sobre o cotidiano no campus e a gestão orçamentária da instituição.

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