- O professor Mauro Bertotti, da USP, defende os bandejões e afirma que as críticas são desproporcionais, apesar de haver espaço para melhorias.
- A Reitoria apresentou uma proposta que atendeu aos itens dos estudantes, mas eles cercaram o prédio e ocuparam a Reitoria em oito de maio.
- A Polícia Militar desocupou a Reitoria, e, passadas duas semanas, os alunos levaram o reitor a cancelar a reunião do Conselho Universitário de vinte e seis de maio.
- A paralisação pode trazer prejuízos à formação dos estudantes e à imagem da universidade, além de fragilizar a autonomia institucional.
- O texto defende um pacto uspiano: manter princípios da Reitoria, abrir diálogo contínuo com a sociedade e evitar que conflitos internos comprometam a defesa do saber e a qualidade acadêmica.
Em um artigo no Jornal da USP, Mauro Bertotti defende que os bandejões da universidade não merecem as críticas durante a paralisação, embora haja espaço para melhorias. A fala destaca que a demanda por restaurantes é uma entre várias reivindicações estudantis.
A Reitoria apresentou uma proposta que atendeu aos itens apresentados pelos estudantes, encerrando localmente a negociação. Na manhã de 7 de maio, os alunos cercaram a Reitoria e, horas depois, ocuparam o local.
Paralisações estudantis são usadas como instrumento de pressão. Na USP, piquetes e ocupações acontecem há décadas, mas ocupações costumam ser mais radicais e afetam o fluxo de pessoas, além de tensionar relações internas.
Para a maioria da comunidade docente, piquetes e a ocupação não se alinham com o espírito universitário, que privilegia argumentação, diálogo e respeito à divergência. Ainda assim, a decisão estudantil decorreu do término das negociações.
Em duas semanas de impasse, a Polícia Militar interveio e desocupou a Reitoria. Sem retomar as negociações, os alunos influenciaram o cancelamento da reunião do Conselho Universitário de 26 de maio, segundo relatos locais.
A paralisação tende a terminar, mas deve deixar impactos para alunos e para a imagem da instituição. Além disso, a autonomia acadêmica aparece sob escrutínio diante de cobranças externas e orçamentárias.
O texto cita a necessidade de diálogo contínuo com a sociedade e lembra que a USP vive um momento de incerteza orçamentária, agravado por debates sobre reforma tributária. O objetivo é manter uma universidade democrática e de qualidade.
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