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Dor menstrual afeta rotina escolar de 6 em cada 10 alunas, aponta pesquisa

Seis em cada dez alunas convivem com cólicas fortes e 37,1% faltam às aulas todo mês, impactando a rotina escolar por causa da dor menstrual

Adolescente com cabelo castanho e camiseta verde deitada sobre os braços em uma mesa, com um caderno aberto e canetas coloridas à frente, transmitindo cansaço ou desânimo
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  • Seis em cada dez alunas brasileiras convivem com cólicas menstruais fortes ou moderadas que afetam a rotina escolar.
  • Pelo menos 37,1% das estudantes faltam às aulas todos os meses por causa das dores.
  • Os principais motivos de afastamento são cólicas (57,7%), seguidas de cansaço e dores no corpo (30,1%) e dor de cabeça (28%).
  • Existem desigualdades: alunas negras faltam até 1,5 vez mais às aulas por motivos menstruais do que estudantes brancas; Norte e Centro-Oeste enfrentam falta de banheiros e de produtos de higiene.
  • A pesquisa aponta menarca cada vez mais cedo, com 36,5% dizendo ter menstruado até os 10 anos, o que pode estar relacionado a maiores índices de dores.

Uma pesquisa inédita do Instituto Alana, em parceria com o Instituto Equidade.info, aponta que seis em cada dez alunas brasileiras convivem com cólicas menstruais fortes ou moderadas que afetam a rotina escolar. O estudo foi divulgado na semana passada.

A sondagem ouviu 2.551 estudantes, além de professores e gestores de redes pública e privada de ensino, em todas as regiões do país, em fevereiro deste ano. O objetivo é entender impactos da saúde menstrual na educação.

37,1% das alunas faltam às aulas todos os meses por causa das dores, segundo o levantamento. Entre os principais sintomas, as cólicas aparecem em 57,7% das entrevistadas, seguidas de cansaço e dores no corpo (30,1%).

Causas e impactos mais citados

Dores de cabeça (28%), dor abdominal (20,1%) e vergonha de vazamentos (19,3%) também foram apontadas como motivadores de afastamento. Os autores ressaltam que o conjunto de sintomas pode levar a ausências de até dois dias mensais.

Estudos indicam ainda desigualdades raciais. Alunas negras faltam até 1,5 vez mais às aulas por motivos menstruais do que estudantes brancas, ainda com menor relato de cólicas intensas. Regionalmente, Norte e Centro-Oeste destacam problemas com infraestrutura.

Desigualdades regionais e faixa etária

O relatório aponta que falta de banheiros apropriados e de produtos de higiene menstrual contribui para as ausências na região Norte e Centro-Oeste. A menarca tem ocorrido cada vez mais cedo, com 36,5% das meninas menstruando até os 10 anos.

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