- Janete dos Santos, professora de Imperatriz, Maranhão, saiu de dívidas com 12 bancos após investir em educação financeira para lidar com gastos de saúde do filho Ícaro.
- Ícaro, que tinha quatro anos na época, sofreu traumatismo craniano por acidente com um bebedouro; mais tarde houve o diagnóstico de transtorno desintegrativo da infância, hoje incluído no TEA.
- Ao participar de capacitação em educação financeira promovida pelo Instituto Brasil Solidário, Janete renegociou dívidas, quitou a maior parte dos débitos e ampliou formas de renda.
- Com o aprendizado, passou a ensinar educação financeira a alunos e a orientar famílias de autistas sobre direitos, acesso a benefícios e políticas públicas.
- Hoje ela é referência local em inclusão e educação financeira, integrando sua experiência de vida à prática profissional e ao ativismo em defesa de pessoas com autismo.
A professora Janete dos Santos, 55, de Imperatriz (MA), superou uma dívida com 12 bancos após oscilações causadas pelos tratamentos do filho Ícaro, que sofreu um trauma craniano aos 4 anos. O episódio mudou a vida familiar e impulsionou o foco em educação financeira.
Ícaro desenvolveu transtorno desintegrativo da infância, hoje classificado dentro do espectro autista, após várias cirurgias para reparar danos no cérebro. Os gastos médicos não cobertos pelo plano ampliaram o rombo financeiro da família ao longo de uma década.
A crise levou Janete a buscar capacitação em educação financeira para professores pelo IBS. O curso ajudou a renegociar dívidas, quitar parcelas e criar uma renda complementar por meio de jogos educativos.
Trajetória e transformação
Com o aprendizado, ela passou a organizar planilhas de despesas, controlar gastos diários e estabelecer reservas. A renegociação reduziu 62 parcelas a apenas 7 e deixou de ter dívidas entre 12 bancos.
A mudança não ficou restrita à vida financeira. Janete passou a orientar famílias de autistas sobre direitos, benefícios e caminhos para acesso a políticas públicas e ao SUS, fortalecendo a inclusão na escola.
Essa experiência também abriu espaço para a atuação como educadora financeira na sala de aula, conectando finanças pessoais a práticas de inclusão e ao atendimento de estudantes com deficiência.
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