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Universidade Indígena terá sede definida e funcionamento detalhado

Sede fica em Brasília; universidade indígena inaugura entre 15 e 19 de junho, com foco em graduação e pós-graduação e atendimento a cerca de 2,8 mil estudantes

Indígenas do acampamento Terra Livre ATL acompanham sessão plenária do Supremo Tribunal Federal STF - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que cria a primeira Universidade Federal Indígena (Unind) no Brasil, com sede em Brasília.
  • A sede ficará no antigo prédio da Universidade dos Correios, no Setor de Clubes Esportivo Norte; unidades em outras regiões poderão ser criadas para atender às comunidades indígenas.
  • A inauguração da sede está prevista entre 15 e 19 de junho, com foco na formação de graduação e pós-graduação seguindo um modelo que fortalece identidades e saberes tradicionais.
  • Inicialmente serão oferecidos dez cursos de graduação, atendendo cerca de 2,8 mil estudantes nos quatro primeiros anos.
  • A instituição poderá adotar processos seletivos próprios, desde que haja consulta às comunidades indígenas; o quadro docente e técnico será definido por lei futura, com 366 docentes e 383 técnicos previstos.

A santção da lei que cria a primeira Universidade Federal Indígena do Brasil foi anunciada nesta quinta-feira (28/5). A Unind terá sede em Brasília, no antigo prédio da Universidade dos Correios, no Setor de Clubes Esportivo Norte. A iniciativa visa promover formação de indígenas com base em saberes tradicionais.

A previsão é que a sede seja inaugurada entre 15 e 19 de junho. A universidade pode estabelecer unidades em outras regiões para atender às especificidades das comunidades indígenas em todo o país, mantendo foco na educação superior.

Sobre a Unind

A instituição vai atuar inicialmente com ações de graduação e pós-graduação, adotando um modelo que fortalece identidades e saberes tradicionais. A expectativa é abrir 10 cursos de graduação e atender cerca de 2,8 mil estudantes nos quatro primeiros anos.

Cursos e ingresso

As áreas contempladas incluem gestão ambiental e territorial, políticas públicas, sustentabilidade, línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e tecnologias, formação de professores e áreas para autonomia profissional. Processos seletivos poderão ser criados, ouvindo comunidades indígenas e considerando a diversidade linguística e cultural.

Corpo docente e contratação

O quadro de professores e técnicos administrativos será definido por lei futura. As contratações ocorrerão por concurso público, com reserva de vagas para indígenas. A estimativa é de 366 docentes e 383 técnicos, conforme dados apresentados pelo Ministério da Educação.

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