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Estudantes indianos denunciam erros de correção em provas finais

Após o novo sistema de correção digital, CBSE recebe pedidos de cópias de provas de mais de 400 mil alunos, com discrepâncias e notas incorretas

A social media complaint about problems in India’s final school year exams has spiralled into a national controversy.
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  • Mais de quatro centenas de milhares de alunos solicitaram cópias de suas provas e folhas de respostas após a divulgação dos resultados do Exame de Classificação do Ensino Médio na Índia; o Conselho Central de Educação Secundária (CBSE) recebeu pedidos de 1,1 milhão de cópias para conferência.
  • Ao todo, 1,7 milhão de estudantes participaram do Class 12, cuja nota é crucial para admissões universitárias; o sistema de marcação on-screen (OSM) foi apresentado para reduzir erros humanos.
  • Usuários relatam problemas como páginas ausentes, varreduras borradas e marcações incorretas, que teriam levado a notas equivocadas.
  • Um exemplo ganhou grande repercussão: Vedant Srivastava recebeu a cópia de física que não correspondia à sua, destacando diferenças de caligação e respostas não escritas por ele; a mãe Geetu Moza reclamou da perda de pelo menos 30 pontos.
  • O OSM foi anunciado apenas oito dias antes do início das provas; o ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, reconheceu discrepâncias e assegurou que uma solução seria encontrada.

O Conselho Central de Educação Secundária (CBSE), órgão público, enfrenta críticas após a divulgação do resultado do ensino médio. Mais de 400 mil estudantes solicitaram cópias de suas provas e folhas de respostas, em meio a alegações de erros de correção. No total, 1,1 milhão de cópias foram pedidas para verificação, segundo o CBSE. Ao todo, cerca de 1,7 milhão de alunos fizeram o exame de classe 12, crucial para vagas universitárias.

A controvérsia envolve o novo sistema de marcação digital, lançado para reduzir erros humanos e aumentar a eficiência. No entanto, estudantes relatam irregularidades como cópias escaneadas incompletas, páginas ausentes, marcação incorreta, imagens desfocadas e desajuste entre as respostas e as folhas.

Usuários de redes sociais divulgaram casos de discrepância. Em Delhi, um estudante disse ter recebido uma folha com assinaturas diferentes das suas, com conteúdo não escrito por ele. Diversos relatos incluíram provas que não correspondiam aos nomes dos alunos.

O CBSE informou que o novo método de marcação, chamado de marcação na tela, envolve digitalizar as folhas físicas e disponibilizá-las em um portal para avaliação, com um software calculando a nota final. O objetivo declarado é reduzir o erro humano e tornar o processo mais ágil.

Sistema de marcação sob escrutínio

O ministério da Educação, representado pelo ministro Dharmendra Pradhan, reconheceu a existência de “algumas discrepâncias” no novo sistema e afirmou que haverá solução. As críticas surgiram oito dias antes do início das provas, obrigando docentes a se adaptarem rapidamente a uma mudança expressiva no processo de avaliação.

Segundo relatos, a demanda por cópias está centralizada nos casos de revisão de notas, com a expectativa de que o órgão revisará os itens apontados pelos estudantes. Autoridades prometem esclarecer processos de rechecagem e aprimorar a qualidade das digitalizações, para evitar novos problemas.

Investigação interna deve analisar etapas de digitalização, conferência de folhas e correspondência entre respostas e gabaritos. Enquanto isso, famílias aguardam respostas sobre correções, prazos e impactos no futuro acadêmico. O desdobramento envolve a busca por transparência no processo.

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