- Lançamento do livro “Cidades que abraçam infâncias” da jornalista Regina Cirne, em São Paulo, destacando iniciativas para tornar centros urbanos mais acolhedores às crianças.
- Bebês, crianças, gestantes e cuidadores são impactados por ruas, tempo de sinais, mobiliário inadequado e falta de traços que protejam quem anda a pé.
- O Brasil tem aproximadamente 87% da população em áreas urbanas, muito acima da média global, e centros muitas vezes priorizam o fluxo de veículos.
- Intervenções de baixo a médio custo, como reduzir velocidade perto de escolas e melhorar calçadas e abrigos, podem tornar as cidades menos hostis a todos.
- Experiências em Jundiaí, Boa Vista, Recife e Medellín mostram que ambientes em torno de escolas podem ficar mais acolhedores, estimulando passeios a pé.
O livro Cidades que abraçam infâncias, da jornalista Regina Cirne, será lançado neste sábado, 30, na livraria Cabeceira, em São Paulo. A obra reúne iniciativas para tornar centros urbanos mais acolhedores a crianças e a quem as acompanha.
A autora destaca que bebês, crianças, gestantes e cuidadoras sofrem com ruas mal planejadas e tempos de travessia longos. Mesmo com a criança como prioridade na Constituição, deslocamentos familiares ainda são desafiadores.
A infraestrutura urbana, a qualidade das calçadas e a ausência de espaços de convivência elevam riscos à saúde física e mental. Intervenções com foco nos mais vulneráveis podem reduzir a hostilidade das cidades.
87% da população brasileira vive em áreas urbanas, indicador relevante para políticas públicas. A autora aponta que ambientes hostis prejudicam a experiência cotidiana e a qualidade de vida de famílias.
Exemplos de cidades que inspiram mudanças
O livro traz experiências em quatro ciudades: Jundiaí, Boa Vista, Recife e Medellín, que promovem deslocamentos a pé, zonas de convivência e melhorias próximas a escolas.
A proposta é simples: reduzir velocidade de veículos, criar abrigos para quem espera transporte público e ampliar bancos e coberturas nos pontos de parada.
Também são mencionadas ações como pintura de fachadas, melhorias de pavimentação e incentivo a passeios a pé pelos bairros, fortalecendo a participação comunitária.
Para a autora, a gestão pública deve atuar para remover obstáculos e facilitar o dia a dia, promovendo acessibilidade efetiva.
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