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Diferenças na avaliação de medicina e licenciaturas são discutidas

Avaliar cursos sem prática estruturada não é igual; medicina tem internato, licenciaturas exigem estágios supervisionados e projetos integradores para formar docentes

Alexandre Nicolini. Pesquisador e especialista em aprendizagem e avaliação do ensino superior, - (crédito: Divulgação)
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  • O MEC precisa tratar cada curso de forma diferenciada na avaliação, reconhecendo que medicina tem internato e prática clínica, o que influencia o Enamed, o Enade e a Prova Nacional Docente.
  • Cursos como bacharelados, tecnólogos e licenciaturas normalmente não contam com espaço estruturado de prática, o que pode reduzir a proficiência exigida na avaliação.
  • Proposta: usar projetos integradores com extensão curricular e avaliação por competências, com dez por cento da carga horária dedicada à prática, para todos os cursos.
  • No Enade das licenciaturas de 2025 houve segregação entre modalidade: 94,1% dos alunos na educação a distância e 95% no presencial; pedagogia tem altos índices de baixos conceitos (70% nos conceitos 1 e 2) e poucos nos superiores (17,8% nos conceitos 4 e 5).
  • A saída é estabelecer estágio pedagógico supervisionado, como o equivalente funcional do internato, para que a formação docente contemple prática real e identidade profissional.

O Ministério da Educação enfrenta o desafio de avaliar a formação em diferentes cursos sem tratar todos como iguais. O foco são Enamed, Enade e PND, que precisam considerar particularidades de cada área.

Na medicina, a avaliação já incorpora prática clínica e estágios, com o internato como componente-chave. O desenho curricular influencia diretamente as questões e a aplicação de conhecimentos em pacientes reais.

O problema aparece quando se presume que todos os cursos precisam da mesma estrutura. Bacharelados, tecnólogos e licenciaturas geralmente carecem de espaços estruturados de prática, o que pode comprometer a proficiência avaliada.

Dados da PDN divulgados recentemente mostram maior dificuldade em cursos que não trabalham com prática integrada. Resultado: futuros professores com pontuação inferior, afetando a educação básica.

A diferença de design curricular não é privilégio da medicina, mas um indicativo de estrutura. A avaliação por competências exige oportunidades reais ou simuladas de diagnóstico, decisão e intervenção.

Uma saída defendida é ampliar projetos integradores com extensão curricular obrigatória de 10% da carga horária. Assim, alunos atuam em núcleos práticos, clínicas-escola, empresas juniores, entre outras experiências.

No Enade das Licenciaturas 2025, a distribuição entre modalidades expõe segregação: quase 95% dos alunos no ensino a distância, diante de 95% presenciais no conceito 5. Pedagogia representa tensão expressiva.

Para melhorar a formação de docentes, a solução passa por projetos integradores bem desenhados, avaliação por competências e estágio pedagógico supervisionado, correspondente ao internato para áreas sem prática estruturada.

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