- Nesta terça-feira, 2 de junho, é celebrado o Dia Mundial dos Transtornos Alimentares, visando ampliar a conscientização sobre o tema.
- Sinais de transtornos alimentares podem aparecer na infância, não sendo exclusivos a pessoas extremamente magras; a relação com o corpo começa cedo e é influenciada por comentários e hábitos dos adultos.
- Crianças entre 6 e 8 anos já podem demonstrar preocupação com magreza, barriga, musculatura e aceitação dos colegas, com mensagens sobre dieta e aparência impactando a autorrelação.
- Sinais de alerta incluem esconder comida, evitar refeições, medo intenso de engordar, mudanças de humor e isolamento durante as refeições.
- Famílias e escolas têm papel fundamental na prevenção, valorizando capacidades não relacionadas à alimentação e aparência, para que o valor da criança vá além do peso.
Nesta terça-feira, 2 de junho, é comemorado o Dia Mundial dos Transtornos Alimentares, data que visa ampliar a conscientização sobre condições que ainda enfrentam estigmas e diagnósticos tardios. A pauta ressalta que a realidade é mais complexa do que o estereótipo de magreza extrema.
Especialistas destacam que o tema começa muito antes da adolescência. A relação com o corpo se forma no dia a dia, por meio de comentários, comparações e mensagens sobre comida, peso e aparência.
A psicóloga Camila Canguçu, especialista em desenvolvimento infantil, afirma que a construção da relação com o corpo acontece cedo. Crianças ouvem falas sobre dieta e perfeição que influenciam a percepção de valor pessoal.
Infância e formação da relação com o corpo
Estudos indicam que crianças entre 6 e 8 anos já demonstram preocupação com magreza, barriga e aparência, bem antes da adolescência. Observação de adultos e mensagens sobre peso influenciam esse processo.
Conversa entre adultos, brincadeiras e relatos que parecem inócuos também moldam a percepção corporal infantil. Comentários sobre dieta, culpa ao comer e medo de engordar impactam a autoimagem.
Sinais de alerta e diagnóstico
Transtornos alimentares costumam apresentar mudanças de comportamento antes do diagnóstico. Sinais incluem evitar refeições, esconder comida e temor intenso de engordar.
Outros indicativos são vergonha do corpo, isolamento durante as refeições, mudanças de humor e de autoestima. O peso nem sempre reflete o sofrimento, ressaltam especialistas.
Prevenção e educação
A profissional destaca que uma visão que associa transtornos apenas ao peso pode atrasar diagnósticos. Dietas rígidas e culpa associadas à comida ajudam a manter o ciclo de controle e perda de controle.
Famílias e escolas têm papel central na prevenção. Valorizar habilidades além da alimentação, como criatividade e amizades, ajuda a reforçar o valor da criança independentemente da aparência.
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