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PM prende seis estudantes após nova ocupação de prédios da administração da USP

Seis estudantes são detidos após ocupação de blocos da USP, horas após assembleia aprovar fim da greve e grupo afirma atuar independentemente do DCE

Manifestantes ocuparam os blocos K e L da administração central da USP.
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  • Seis estudantes foram detidos após a ocupação dos blocos K e L da administração central da USP, na Cidade Universitária, na noite de segunda-feira, 8, por grupo que pede mudanças na permanência estudantil.
  • A ação ocorreu poucas horas após assembleia aprovar recomendação para encerramento da greve iniciada em 14 de abril; grupo afirma atuar de forma independente do DCE.
  • A Polícia Militar acionou a operação; foram encontrados barricadas no local, que foram desobstruídas após a retirada dos ocupantes.
  • A reitoria informou que integrantes da guarda universitária sofreram escoriações e que, ao menos, três precisaram de atendimento no Hospital Universitário; há apreensão de fogos de artifício, porretes, rádios, megafone e outros objetos.
  • O caso foi registrado como lesão corporal de natureza grave e dano ao patrimônio público; outras unidades da USP vinham votando pela retomada das atividades, com 24 encerrarem a greve e 19 ainda mobilizadas.

Na noite de segunda-feira, 8, seis estudantes foram detidos após ocuparem os blocos K e L da administração central da Universidade de São Paulo (USP), na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo. A ação ocorreu poucas horas depois de uma assembleia aprovar a recomendação para o fim da greve iniciada em abril. O grupo que reivindica mudanças nas políticas de permanência estudantil afirma não ter vínculo com o movimento liderado pelo DCE.

Detenção, cenários no local e encaminhamentos

Segundo a SSP, a Polícia Militar encontrou barricadas que bloqueavam as entradas dos edifícios, as quais foram desobstruídas durante a retirada. Os seis estudantes, com idades entre 18 e 22 anos, foram encaminhados ao 7º Distrito Policial, na Lapa, onde prestaram depoimento e foram liberados. Em vídeo publicado nas redes, o grupo alega ter sido removido à força e acusa atuação truculenta de agentes. A PM não comentou o caso ao Estadão.

Registro de danos e materiais apreendidos

A USP informou que o prédio foi invadido por pessoas encapuzadas portando paus e cassetetes, além de rojões e fogos de artifício que teriam sido disparados contra agentes. A reitoria confirmou escoriações entre integrantes da guarda universitária, com ao menos três atendidos no Hospital Universitário. Após a operação, a SSP identificou apreensões como fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, megafone, marreta e estilingue.

Contexto da greve e desdobramentos

O grupo responsável pela ocupação disse agir de forma independente do DCE, buscando pressionar a universidade a avançar nas negociações sobre permanência estudantil. Horas antes, uma assembleia geral aprovou a recomendação de encerramento da paralisação iniciada em abril. A decisão precisa ainda ser ratificada pelas unidades de ensino, mas sinaliza tendência de retomada das atividades.

Situação atual das unidades e pauta em debate

Segundo a reitoria, 24 unidades encerraram a greve, enquanto 19 ainda mantinham mobilizações. O principal ponto de disputa envolve os auxílios do Programa de Ações Afirmativas de Permanência Estudantil (Papfe). Atualmente, os valores variam de R$ 335 para moradores do conjunto residencial estudantil a R$ 885 para quem recebe auxílio integral. A USP propôs reajuste com base no IPC-Fipe para R$ 340 e R$ 912, respectivamente, enquanto estudantes consideram a proposta insuficiente e defendem benefícios equivalentes ao salário mínimo paulista.

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