- A educação midiática precisa abordar a manipulação algorítmica de emoções como raiva e medo nas redes.
- Em 2025, 86% da população com dez anos ou mais estava conectada, segundo a pesquisa TIC Domicílios.
- Pesquisas europeias mostram que conteúdos que irritam ou amedrontam geram mais atenção e engajamento nas redes.
- O Índice de Alfabetismo Funcional indica apenas 10% de proficiência em leitura, interpretação e matemática entre 15 e 64 anos; houve perda de 11 milhões de leitores entre 2015 e 2024.
- A UNESCO defende educação midiática como processo colaborativo e apartidário, com participação de escolas, bibliotecas, governos, plataformas e sociedade civil.
A educação midiática precisa abordar a manipulação emocional nas redes. Grande parte da população acompanha a web diariamente, buscando informações, comunicação e entretenimento. Em 2025, 86% dos brasileiros com dez anos ou mais estavam conectados.
Riscos digitais ganham dimensão com mentiras, golpes e uso excessivo de celular. Entre os desafios contemporâneos, destaca-se a manipulação algorítmica de raiva e medo, que aumenta engajamento e atenção, dificultando a distinção entre fato e ficção.
Conteúdos gerados por Inteligência Artificial Generativa também complicam a avaliação de veracidade, elevando a propensão a informações incorretas. Enquanto isso, o déficit educacional agrava o quadro.
Dados nacionais indicam fragilidades de leitura e interpretação. Em 2025, 10% dos brasileiros entre 15 e 64 anos eram proficientes em leitura e cálculos básicos. Além disso, a pesquisa Retratos da Leitura apontou queda de 11 milhões de leitores entre 2015 e 2024.
Enquanto muitas escolas oferecem educação midiática, quem não teve acesso à escolaridade formal fica mais vulnerável. A escola tem papel central na promoção do pensamento crítico e da reflexão, respaldada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Desafios e caminhos
Não há solução rápida. A educação e o acesso a informações qualificadas aparecem como respostas consistentes, desde que seja apartidária e inclusiva. A iniciativa deve envolver sociedade civil, governos, plataformas e organizações da mídia, conforme diretrizes da UNESCO.
Para o âmbito informal, espaços como bibliotecas são aliados importantes, com participação de bibliotecários e atividades como rodas de conversa. A presença territorial facilita o alcance a quem não está matriculado.
A aprendizagem socioemocional é essencial para que internautas reconheçam, reflitam e gerenciem as próprias emoções. Ao fazer uma pausa antes de reagir, reduz-se a probabilidade de amplificação de conteúdos prejudiciais.
A atuação integrada busca uma sociedade mais informada, democrática e civilizada, fortalecendo a capacidade de tomar decisões com base em informações verificáveis. O objetivo é ampliar o acesso a educação de qualidade para todos.
Entre na conversa da comunidade