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Nordeste concentra 57% dos analfabetos e mantém maior taxa do Brasil

Nordeste concentra 4,8 milhões de analfabetos, 10,6% da população regional, representando mais da metade dos analfabetos do Brasil

IBGE: Nordeste tem mais da metade dos 8,4 milhões de analfabetos do Brasil
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  • Nordeste concentra 4,8 milhões de analfabetos entre pessoas a partir de 15 anos, equivalente a 10,6% da população da região.
  • No Brasil são 8,4 milhões de analfabetos no total, com a maioria na região nordeste.
  • Nordeste tem o maior índice nacional de analfabetismo; Norte, 5,7%; Centro-Oeste, 3,3%; Sul, 2,4%; Sudeste, 2,3%.
  • Em 2025 houve queda em relação a 2024, quando o índice era 11,1%; o país registrou 4,9% de analfabetismo.
  • Persistem desafios históricos e desigualdades; investimentos em educação básica e alfabetização de jovens e adultos são apontados como essenciais.

O Nordeste concentra a maioria dos analfabetos do Brasil. Dados da PNAD Contínua Educação 2025, do IBGE, apontam que 4,8 milhões de pessoas com 15 anos ou mais estão nessa situação na região. O total nacional é de 8,4 milhões.

A taxa regional no Nordeste é de 10,6%, a maior entre as cinco grandes regiões. O levantamento mostra queda em relação a 2024, quando o índice era de 11,1%, mas reforça o desafio histórico da educação no país.

Segundo o IBGE, o Norte figura em segundo lugar, com 5,7%. Centro-Oeste tem 3,3%. Sul e Sudeste registram os menores percentuais, 2,4% e 2,3%, respectivamente. Os números revelam desigualdades educacionais históricas entre regiões.

Especialistas apontam que fatores econômicos, sociais e históricos influenciaram a expansão escolar em diferentes áreas. Barreiras geográficas, infraestrutura insuficiente e investimentos defasados contribuíram para o quadro nordestino.

Em áreas rurais do Nordeste, o acesso à escola foi limitado por gerações, o que permanece como desafio. A presença de escolas, professores e materiais educativos varia significativamente entre municípios.

Apesar da persistente distância, a queda do analfabetismo em 2025 indica avanço. Programas de alfabetização e o fortalecimento da educação básica ajudam a reduzir a população sem letramento básico.

O Brasil, em conjunto, registra a menor taxa de analfabetismo desde o início das séries históricas recentes, com 4,9% da população de 15 anos ou mais sem alfabetização. ainda é um alvo a alcançar de forma sustentável.

A continuidade de investimentos é citada por educadores como essencial para acelerar a melhoria. Aumentar a permanência escolar e qualificar jovens e adultos aparecem como ações-chave.

Os números reforçam que o país progrediu, mas a desigualdade permanece. O Nordeste, com maior contingente de analfabetos, requer estratégias regionais consistentes para ampliar o acesso e a qualidade da educação.

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