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Enem 2025: 10 participantes obtêm nota máxima

Apenas dez candidatos obtêm nota mil na redação do Enem 2025 sobre envelhecimento, evidenciando déficits públicos e a necessidade de inclusão da população idosa

ENEM 2025 - DOMINGO (16) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Caderno de prova laranja no 2º dia de prova — Foto: Érico Andrade/g1
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  • No Enem 2025, apenas 10 participantes atingiram nota máxima na redação, entre mais de 4,8 milhões de inscritos, conforme microdados do Inep divulgados na segunda-feira.
  • O tema foi “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”.
  • A distribuição regional dos aprovados com nota mil ficou assim: Bahia (2), Rio Grande do Sul (1), Ceará (2), Rio de Janeiro (2), Pernambuco (2) e Alagoas (1).
  • O portal g1 teve acesso a trechos de algumas redações que obtiveram a nota máxima.
  • Os textos abordam questões como exclusão social de idosos, negligência estatal, necropolítica e propostas de políticas públicas e ações do governo para promover envelhecimento ativo e dignidade.

Apenas 10 participantes tiveram nota máxima na redação do Enem 2025, entre mais de 4,8 milhões de inscritos. O tema escolhido foi “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. O levantamento foi divulgado pelo Inep por meio dos microdados, nesta segunda-feira (22).

Os aprovados com nota mil são de várias regiões: Bahia (2), Rio Grande do Sul, Ceará (2), Rio de Janeiro (2), Pernambuco (2) e Alagoas. O portal Terra/Folha não autenticado manteve o controle sobre a distribuição regional das pontuações.

Entre os textos obtidos com nota máxima, o g1 publicou trechos completos para análise. As redações destacam aspectos históricos, sociopolíticos e o papel do Estado na promoção de um envelhecimento digno, com ênfase na memória de estratégias de exclusão.

Wellington Ribeiro, de Recife (PE), aponta que a longevidade ainda é cercada por invisibilidade social. Em sua visão, o Brasil precisa enfrentar o legado histórico de exclusão que dificulta a garantia de condições dignas para a terceira idade.

Caio Silva Braga, também de Recife (PE), utiliza referências literárias para discutir a forma como o envelhecimento foi tratado pela sociedade ao longo do tempo, destacando a necessidade de políticas públicas mais eficientes para reduzir o etarismo.

Carlos Eduardo Gomes dos Santos, de Mombaça (CE), faz uso de conceitos de Mbembe para fundamentar a ideia de necropolítica e a marginalização de idosos. O texto critica a insuficiência de recursos de saúde e a pouca presença midiática do tema.

Lucas Rodrigues, de Lauro de Freitas (BA), descreve um cenário em que a negligência estatal e a atuação de empresas agravam a vulnerabilidade dos idosos. O autor cita a necessidade de políticas de saúde e de maior representatividade em espaços de poder.

Os demais textos ressaltam a importância de ações conjuntas entre governo e setor privado para transformar a realidade do envelhecimento no país. A ideia central é promover saúde, participação social e inclusão.

A produção acadêmica citada nos textos envolve referências como Clarice Lispector, Munduruku, Mbembe, Noam Chomsky e Noam Smith, usados para discutir exclusão, memória histórica e o papel da mídia. As narrativas defendem ações coordenadas para ampliar oportunidades para a população idosa.

Entre as propostas, há chamado para programas públicos que incentivem atividades físicas, educação digital e participação cívica de pessoas mais velhas. A meta é reduzir desigualdades e ampliar a qualidade de vida na terceira idade.

Sob o foco institucional, os textos defendem que o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde atuem mais diretamente. A ideia é capacitar idosos, estimular a participação social e desenvolver campanhas de prevenção de doenças comuns na idade avançada.

A cobertura do Enem 2025 evidencia que a redação premiada explorou um conjunto diverso de perspectivas sobre envelhecimento. O tema convida a refletir sobre políticas públicas, cultura e mediação social para uma velhice mais digna e integrada.

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