- Kit de ressuscitação cardiopulmonar de baixo custo, feito com garrafas plásticas, papelão e papel, desenvolvido pelo Kids Save Lives Brasil, ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
- Objetivo é disseminar técnicas de primeiros socorros para que crianças, adolescentes e comunidade aprendam a agir diante de emergências sem precisar de equipamentos profissionais.
- Custo do kit fica em torno de R$ 7,0, bem menos que manequins profissionais que chegam a cerca de R$ 6 mil.
- Treinamentos são realizados às sextas-feiras à tarde na FMUSP, com duração média de quatro horas, incluindo compressões torácicas, uso do desfibrilador externo automático e primeiros socorros.
- Desde 2018, mais de vinte mil pessoas já participaram e a equipe registra dezenas de relatos de salvamentos; há parcerias com universidades e atividades em escolas.
Um kit de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) de baixo custo, feito com garrafas plásticas, papelão e papel, tem permitido que crianças e adolescentes aprendam técnicas de socorro que podem salvar vidas. A iniciativa é desenvolvida pelo Kids Save Lives Brasil, projeto de extensão da FMUSP.
O material funciona como simulador de emergências, sem necessidade de manequins caros. A ideia é adaptar o chamado Manequim de Szpilman para uso educacional com baixo custo, utilizando quatro garrafas, papelão, barbante, fita adesiva e um cotovelo de PVC.
O kit também traz uma representação em papel de um desfibrilador externo automático (DEA), instrumento utilizado no atendimento a paradas cardíacas. Com investimento estimado de apenas R$ 7, o conjunto pode ser montado com itens disponíveis, facilitando o acesso ao treinamento.
A iniciativa não apenas reduz custos, mas amplia o alcance do aprendizado, permitindo que jovens se tornem multiplicadores em casa e na comunidade. A coordenadora Naomi Nakagawa destaca que o aprendizado com material caseiro estimula a disseminação de técnicas de primeiros socorros.
Como funciona o treinamento
Os treinamentos do Kids Save Lives Brasil ensinam identificação de parada cardiorrespiratória, acionamento de serviços de emergência, compressões torácicas, uso do DEA e primeiros socorros. As atividades ocorrem às sextas-feiras à tarde na FMUSP, com duração média de quatro horas.
Além de emergências cardiológicas, o programa aborda engasgos, infartos e AVC, preparando participantes para diferentes situações até a chegada de atendimento especializado. O conteúdo é aplicado a crianças, jovens, professores e membros da comunidade.
Expansão e impactos
Desde 2018, mais de 20 mil pessoas já passaram pelos treinamentos presenciais promovidos pelo projeto. A equipe aponta relatos de pelo menos dez salvamentos atribuídos a participantes que passaram pelos cursos.
O Kids Save Lives Brasil mantém parcerias com instituições de ensino, como a FURG e a UFBA, além de ações em escolas públicas e privadas. A ideia é ampliar o alcance dos kits recicláveis e de manequins de simulação mais avançados.
Para reforçar o aprendizado, o grupo desenvolve gibis e cadernos de atividades voltados a diferentes idades, abordando infarto, parada cardíaca, AVC, engasgo e afogamento. A proposta é consolidar conteúdos e incentivar a disseminação comunitária das informações.
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