- Em protesto que entra no terceiro dia, centenas ocupam Jantar Mantar, em Nova Deli, para exigir a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, por conta de um exame médico polêmico.
- O movimento Cockroach Janata Party (CJP), grupo satírico que namora com o tema político, lidera as ações e usa a imagem de barata como mascote.
- O foco é o NEET-UG, um dos testes médicos mais competitivos do país, envolto em alegações de vazamento de prova que levaram à anulação dos resultados e a um novo exame.
- No domingo, milhões de candidatos retornaram aos locais de prova com medidas de segurança reforçadas; a NTA informou que o reteste transcorreu sem dificuldades e sem denúncias de vazamentos.
- Os manifestantes afirmam que o caso vai além de uma única prova e cobra mais responsabilidade no sistema educacional; o ministério da Educação e o BJP não se manifestaram sobre a renúncia solicitada.
Hundreds of students, jovens profissionais e candidatos a vagas de emprego se reuniram na capital indiana, em terceiro dia de protestos, para exigir a demissão do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, em meio a um exame médico polêmico. A manifestação ocorre em Jantar Mantar, em Nova Déli, e é liderada pelo Cockroach Janata Party (CJP).
O movimento, que ganhou notoriedade online pelo tom satírico, defende maior responsabilização do setor educacional. Os protestos giram em torno do NEET-UG, um dos exames médicos mais competitivos do país, envolto em denúncias de vazamento de provas.
A polêmica levou pais e estudantes a questionarem o funcionamento do sistema, com autoridades anulando resultados e determinando nova avaliação. No domingo, milhões de candidatos voltaram aos locais de prova sob medidas de segurança mais rígidas, como checagem biométrica.
A agência responsável pelo exame, o NTA, informou que a reaplicação transcorreu sem incidentes e não recebeu queixas de vazamento. No entanto, os manifestantes de Jantar Mantar dizem que a questão vai além do teste em si e aponta falhas sistêmicas.
Abhijeet Dipke, fundador do CJP e estudante da Boston University, afirmou que a mobilização deve aumentar e buscar responsabilização. Ele chegou a Índia no início do mês, liderando a primeira passeata no mesmo local.
Desde então, o grupo organizou ações em várias regiões, com apoio de apoiadores digitais. O protesto começou no dia 19 de junho, após permissão policial para terminar às 17h do dia 20, e continuou mesmo após o vencimento do prazo.
Os manifestantes passaram o fim de semana em praças, dormindo em colchões, com voluntários fornecendo comida e água. Alegações de corte de iluminação e restrições de água e banheiros foram feitas, mas as autoridades negaram os atrasos.
Pessoas sem ligação direta com o NEET também participaram, dizendo apoiar a causa pela melhoria do sistema educacional. Um comerciante de Delhi e uma advogada que dormiram no local contribuíram para a mobilização de maneira voluntária.
O Ministério da Educação e o BJP não se pronunciaram publicamente sobre a demissão de Pradhan. A BBC solicitou posicionamento aos responsáveis, sem resposta até o fechamento deste levantamento.
A origem do movimento envolve uma controvérsia anterior a partir de declarações do presidente do Supremo Tribunal da Índia, que comparou desempregados a criadouros de pragas. O episódio alimentou críticas e impulso online do grupo, com o slogan MainBhiCockroach.
A mobilização ganhou adesão online com o hashtag #MainBhiCockroach, que alcançou grande apoio entre oposicionistas e milhares de seguidores nas redes. O grupo afirma que a participação é um clamor por responsabilização no setor educacional.
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