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Nova regra reduz exigência para formar docentes, aumentando aulas a distância

CNE flexibiliza carga de licenciaturas; para notas 3 a 5, 50% da formação a distância; para notas 1 e 2, 20% síncrono e 50% presencial/50% distância

Imagens gerais e detalhes dos estudantes e alunos da Escola Estadual Araújo, no bairro da Mooca. Foto Tiago Queiroz/Estadão
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  • O Conselho Nacional de Educação aprovou reduzir a carga horária presencial para licenciaturas com notas 3, 4 e 5 no Enade; cursos com nota 1 ou 2 continuam sujeitos a sanções do MEC.
  • A nova regra determina 20% de aulas síncronas apenas para cursos com nota 1 ou 2; o restante pode ter 50% da carga horária presencial e 50% à distância.
  • A mudança ocorre em meio a debates sobre educação a distância, impulsionados por medidas de 2025 que criaram cursos semipresenciais, incluindo licenciaturas.
  • Segundo o Estadão, 60% dos cursos de licenciatura a distância tiveram notas 1 ou 2 no último Enade; apenas 3,2% dos cursos formam todos os docentes proficientes, com poucos a distância nesse grupo.
  • Entidades como Todos Pela Educação defendem a importância da presencialidade para a formação docente, enquanto o setor privado vê benefícios de custos e acesso, destacando preocupações com a qualidade dos cursos EAD.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta terça-feira, 23, a redução da carga horária presencial ou síncrona para licenciaturas com notas 3, 4 ou 5 no Enade. A mudança visa flexibilizar a oferta de Educação a Distância (EAD) nessas graduações.

A decisão ocorre após pressões do setor privado de ensino superior e acompanha medidas anteriores sobre o tema. O MEC já havia limitado o uso de EAD em cursos que formam professores, citando qualidade como ponto central. A preparação docente continua sendo prioridade.

Além disso, a flexibilização chegou após dois atos legais sobre educação a distância. Regulamentações de 2025 permitiram semipresenciais, com 50% da carga horária a distância para licenciaturas, sob regras de presencialidade obrigatória.

O que mudou

Entidades do setor passaram a defender menos exigência de presencialidade, vinculando parte do currículo à nota no Enade. A nova regra determina que cursos com nota 1 ou 2 devem ter 20% de aulas síncronas, com o restante dividido entre presencial e distância.

Com isso, licenciaturas com nota 3, 4 ou 5 podem oferecer metade da carga horária presencial e metade à distância. A mudança atende parte do setor privado, que vê a medida como forma de ampliar acesso e reduzir custos.

Especialistas e organizações de educação destacam riscos à qualidade na formação de docentes. Dados do MEC indicam que, entre cerca de 4.500 licenciaturas, apenas 146 formam professores proficientes, com exceção de raras áreas a distância.

Priscila Cruz, da organização Todos Pela Educação, afirmou que a decisão é um passo tímido e falta foco político para fortalecer a formação docente. O debate permanece sobre o equilíbrio entre acesso e qualidade.

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