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Indicadores no Brasil apresentam desafios, diz diretor da Fundação Dom Cabral

Brasil enfrenta indicadores desafiadores; educação e IA são caminhos para o crescimento, com produtividade dependente de investimento em inovação e qualificação

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  • Hugo Tadeu, da Fundação Dom Cabral, afirma que os indicadores do Brasil tornam a produtividade um desafio, com foco nos pilares educação, inovação e tecnologia.
  • O diagnóstico educacional feito pela instituição é considerado preocupante.
  • No campo da inteligência artificial, o Brasil ocupa a 67ª posição no ranking da fundação; o principal desafio é a adoção da IA pelas empresas, não o uso individual.
  • A adoção da IA precisa gerar ganhos de eficiência e redução de custos operacionais, e exige programas de treinamento e capacitação para trabalhadores.
  • A Produtividade Total dos Fatores (PTF) é o indicador utilizado; a produtividade média no Brasil e na América Latina oscila entre 0,8% e 0,9% ao ano, enquanto o hemisfério norte registra 1,5% ou mais; o objetivo é colocar educação, tecnologia e P&D no centro da agenda nacional, aproveitando vantagens do setor de energia para exportar conhecimento e inovação.

A produtividade no Brasil voltou a ganhar destaque no debate do setor produtivo, em meio à proposta de redução da jornada de trabalho que tramita no Congresso Nacional. A avaliação do tema é de que indicadores atuais complicam a recuperação econômica.

Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral, reforçou que o diagnóstico da instituição se sustenta em três pilares: educação, inovação e tecnologia. No campo educacional, ele descreveu o panorama brasileiro como desafiador.

Segundo o especialista, a dominação de dados da Fundação Dom Cabral aponta a educação como área de atenção. Mesmo assim, a instituição mantém foco em perspectivas de crescimento e oportunidades, não em pessimismo.

Desempenho e IA

No âmbito da inteligência artificial, Tadeu afirmou que o Brasil ocupa a 67ª posição no ranking da fundação. O principal desafio, segundo ele, não é o uso pessoal, mas a incorporação da IA pelas empresas.

Para ele, ganhos de eficiência e redução de custos operacionais devem ser os resultados da adoção tecnológica, não apenas aplicações cotidianas. A resistência de parte da força de trabalho demanda treinamento e capacitação.

Tadeu enfatizou que tecnologia gera benefício quando as organizações traçam estratégias para transformar a IA em produtividade. Ele ressaltou que qualquer inovação requer planejamento para entregar resultados concretos.

Indicadores e cenários próximos

Sobre métricas, o especialista apontou a Produtividade Total dos Fatores como o indicador mais adequado, ao considerar capital, inovação, tecnologia e qualificação. A produtividade média do Brasil e da América Latina historicamente fica entre 0,8% e 0,9% ao ano.

Países do hemisfério norte registram expansões de 1,5% ou mais, impulsionadas por investimentos contínuos nesses pilares. A comparação reforça a necessidade de reposicionar educação, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento como foco da agenda nacional.

Para Tadeu, o Brasil tem vantagens competitivas, especialmente no setor de energia, que podem favorecer a exportação de conhecimento e inovação. A visão é de que a produtividade é um objetivo de longo prazo.

Caminhos para o futuro

O diretor destaca que o país precisa de projetos estruturantes para formar uma população mais qualificada e fortalecer empresas geradoras de emprego, renda e crescimento sustentável. A ideia é transformar o cenário educacional e tecnológico em ganhos reais para o setor produtivo.

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