- Dois óbitos ligados à Reserva de la Biosfera da Mariposa Monarca foram registrados na Michoacán: Homero Gómez González foi encontrado morto em 29 de janeiro de 2020; três dias depois, o guia turístico Raúl Hernández Romero apareceu morto com sinais de violência.
- Gómez, que inicialmente era opositor da reserva, passou a defender as florestas de oyamel e a promoção de manejo sustentável para comunidades em El Rosario, com apoio de WWF, Monarch Fund e Conafor.
- A Procuradoria Geral de Justiça de Michoacán investiga as mortes, com possibilidade de violência associada à disputa por florestas na área protegida.
- Comunidades de ejidos temem a atuação de madeireiros ilegais e produtores de avocado na região, que disputam o controle das florestas da reserva.
- A região de hibernação das borboletas é monitorada por redes nacionais e internacionais; defensores pedem apuração completa e garantias de proteção aos trabalhadores locais.
Homero Gómez González, defensor das florestas de oyamel e da reserva da Biosfera da Mariposa Monarca, foi encontrado morto em 29 de janeiro de 2020, em Michoacán, no México. Três dias depois, Raúl Hernández Romero, guia turístico de El Rosario, também foi localizado sem vida, com sinais de violência.
A agência do Ministério Público de Michoacán investiga as duas mortes, com suspeita de violência ligada à disputa por florestas na região. Líderes comunitários e ambientalistas teme que madeireiras ilegais e cultivadores de avocado integrem o conflito local.
Contexto da reserva e atores envolvidos
Ao longo de décadas, comunidades ejidales, com apoio de WWF, Monarch Fund e CONAFOR, buscaram manejo sustentável das florestas para melhorar a vida local e o turismo ecológico na região de El Rosario, principal ponto de hibernação das borboletas.
Gómez GV navegou de opositor a defensor da reserva, defendendo a proteção da Oyamel e o uso sustentável dos recursos. O Monarca Fund e a CONAFOR financiaram programas que remuneram a preservação ambiental e promovem atividades econômicas respeitando o ecossistema.
Repercussão e desdobramentos
Os corpos foram encontrados após o início do período de migração anual das borboletas, que atrai atenção internacional. Organizações ambientais e autoridades mexicanas chamaram para uma apuração célere e rigorosa, sem apontar culpados antes de evidências.
A comunidade de El Rosario acompanha o andamento do inquérito, incluindo buscas por esclarecimentos sobre possíveis ameaças contra defensores ambientais. Autoridades ressaltam que investigações continuam abertas, com foco em violência, rapto e extorsão.
Contexto de segurança e monitoramento
Por décadas, a região enfrenta pressões de grupos criminosos que disputam o controle da floresta. O monitoramento trinacional, com apoio de ONG e governos, aponta tendências de ocupação de áreas de hibernação ao longo dos anos, hoje sob escrutínio especial.
A trágica morte de Gómez e o desfecho de Hernández ressaltam os riscos enfrentados por defensores ambientais no México, onde numerosos casos não são isolados e refletem disputas por território e recursos naturais.
Fontes: Mongabay Latam.
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