- A história real de Anna Sorokin, impostora que criou a identidade Anna Delvey, fingindo ser uma herdeira alemã, tema da série Inventing Anna na Netflix.
- Sorokin foi condenada em maio de 2019 por fraudes a hotéis, restaurantes, bancos e um operador de jato particular, envolvendo mais de US$ 200.000, e ficou presa em Rikers Island antes de ser transferida para Albion Correctional Facility.
- Em fevereiro de 2021, recebeu liberdade condicional após quase quatro anos na prisão; a sentença anterior previa de quatro a doze anos de prisão.
- A artista recebeu cerca de US$ 320.000 pela participação na série e direitos de adaptação; a lei Son of Sam (1977) impediu que lucrasse com o crime, obrigando parte dos ganhos a serem usados na restituição.
- Em fevereiro de 2022, Sorokin voltou à prisão sob custódia do ICE, com o pedido de asilo pendente; o futuro permanece incerto.
Inventing Anna: a história real de Anna Sorokin, a impostora que usou a identidade Anna Delvey
Anna Sorokin, nascida na Rússia e criada na Alemanha, ganhou notoriedade ao se apresentar como herdeira alemã com planos de abrir um clube privado para artistas, em Nova York. A narrativa ficou conhecida pela série da Netflix, baseada no artigo da New York Magazine.
A trama acompanha como Sorokin conseguiu ingressar nos círculos da elite nova-iorquina, apresentando-se como socialite rica e jet setter. O objetivo inicial era criar a Fundação Anna Delvey, um clube privado que reuniria arte, moda e entretenimento.
O desmoronamento do esquema aconteceu quando ela não pagou a conta em um hotel de alto padrão, o 11 Howard, e acumulou dívidas em serviços e empréstimos não quitados, incluindo cheques sem fundos. Em outubro de 2017, Sorokin foi presa.
Em 2019, o júri a condenou por fraudes que ultrapassaram US$ 200 mil contra hotéis, restaurantes, bancos e um operador de jato particular. A sentença determinou entre quatro e doze anos de prisão, com a detenção ocorrendo em Rikers Island antes da transferência para uma penitenciária estadual.
O julgamento de 2019 terminou com condenação pela maioria das acusações. Em 2020-2021, Sorokin participou de audiências de condicional e recebeu remissão de pena por bom comportamento, chegando a ser libertada condicionalmente em fevereiro de 2021, após quase quatro anos atrás das grades.
Pouco depois da libertação, Sorokin compôs um acordo para colaborar com a produção da série, recebendo valores relacionados aos direitos de adaptação. A legislação de Nova York impediu que ela lucre com o crime, destinando o dinheiro a restituição a bancos, seguindo uma lei conhecida como Son of Sam.
Após a condenação, a ex-impostora retomou presença nas redes sociais e concedeu entrevistas. Em 2021, ela participou de programas de televisão e manteve perfis públicos, incluindo o Instagram, com uso do pseudônimo Anna Delvey.
Em março de 2021, Sorokin foi detida novamente pelo ICE para avaliação de possível deportação, com o visto já vencido antes de sua primeira prisão em 2017. Em 2022, sua situação de imigração permaneceu sem resolução, enquanto o debate sobre o caso continuava.
Entre 2021 e 2022, Sorokin também expressou pontos de vista sobre a vida, o tempo na cadeia e o impacto de sua história na mídia, além de manter o interesse público pela personagem retratada na série. O desfecho profissional e jurídico permanece sob análise, com o asilo ainda pendente e a defesa buscando caminhos legais.
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