- A exposição The Time is Always Now, na National Portrait Gallery, em Londres, reúne 22 artistas negros contemporâneos que trabalham a figura humana a partir de 2000.
- O objetivo é iluminar a diversidade e a complexidade da vida negra, explorando três eixos temáticos: Double Consciousness, Persistence of History e Our Aliveness.
- A curadoria, liderada por Ekow Eshun, busca conectar o presente com o passado, sem exigir leituras forçadas, e mostra como a figuração preta dialoga com a história da arte ocidental.
- Destaques incluem Amy Sherald, Noah Davis e Toyin Ojih Odutola, com obras que retratam a figura negra em momentos de pausa, tranquilidade e presença corporal.
- A mostra fica em cartaz até 19 de maio na National Portrait Gallery, em Londres.
A exposição The Time is Always Now reúne 22 artistas negros contemporâneos que utilizam a figura humana para discutir raça, história e a vida no mundo atual. Em cartaz no National Portrait Gallery, em Londres, o conjunto de obras foca a figura negra a partir de 2000, com objetivo de iluminar a riqueza e a complexidade da vida negra.
A curadoria, liderada por Ekow Eshun, foi apresentada em 2019. A mostra analisa como o passado e o presente se intersectam por meio da figura humana, em três eixos temáticos: Dupla Consciência, Persistência da História e Nossa Vitalidade. O recorte temporal mais restrito permite curadoria mais apurada das obras e das relações entre elas.
A curadoria afirma que o momento atual evidencia um florescimento de artistas negros na figuração. O objetivo é mostrar como o retrato pode questionar narrativas históricas e oferecer novas leituras sobre identidades, poder e memória. A escolha por obras desde 2000 facilita conexões entre gerações e práticas artísticas.
Contexto e destaques
Entre os módulos da exposição, destacam-se obras de artistas norte-americanos, como Amy Sherald e Noah Davis, além de Toyin Ojih Odutola, nascida na Nigéria e radicada em Los Angeles. As obras selecionadas exploram a figura negra em composições de calma e presença, propondo leituras de identidade sem estigmatização.
Em peças como A Certain Kind of Happiness,Sherald utiliza paleta de tons cinza suaves para retratar figuras femininas em pose serena. Já Odutola apresenta traços marcados por variações tonais que sugerem profundidade e leitura centrada no corpo. Davis, por sua vez, investiga a socialidade negra, inspirando-se em fotografias familiares para mostrar momentos de convivência.
Kimathi Donkor é another destaque, com trabalhos que dialogam com a história e a imaginação. Em Nanny of the Maroons’ Fifth Act of Mercy, a artista britânico-britânico aborda figuras históricas com referências da tradição grandiosa da pintura europeia, ao mesmo tempo em que questiona heranças coloniais e de escravidão. Donkor também utiliza a noção de fabulação crítica para explorar verdades emocionais na construção de narrativas ausentes de detalhes documentais.
A exposição permanece em cartaz no National Portrait Gallery, Londres, até 19 de maio.
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