- O Cervi, Centro de Reestruturação para a Vida, atua há 24 anos e já realizou mais de vinte mil atendimentos a mulheres que buscam apoio em gestação ou que pensam em abortar.
- O caso apresentado envolve uma jovem de dezoito anos que ficou grávida após violência sexual; o Cervi oferece acolhimento integral e suporte para a decisão da gestação ou da adoção.
- O atendimento é centrado na mãe, com perfil socioeconômico variado e idades entre dez e cinquenta e dois anos; o primeiro contato costuma ocorrer por telefone ou WhatsApp, seguido de triagem na instituição.
- O índice de abortos entre as atendidas é inferior a zero vírgula um por cento; o Cervi não dita escolhas, apenas acolhe e orienta conforme cada caso.
- Além do acompanhamento psicológico e social, o Cervi oferece enxoval básico, apoio para geração de renda (com parcerias, como o Selo Amor Expresso) e atendimento subsidiado por meio de rede de voluntários e doações.
- Contato do Cervi: (11) 94706-0819; para ajudar, Pix: 03806878000107, Itaú, agência 0383, conta 63082-9.
No 01 de um caso apresentado pelo Centro de Reestruturação para a Vida (Cervi), mulheres que desejam abortar encontram apoio integral. O Cervi atua há 24 anos, oferecendo acolhimento, orientação psicológica e apoio social para gestantes em situações diversas.
Fundado pela gestora Rose Santiago, o Cervi já realizou mais de 20 mil atendimentos. O objetivo é acompanhar a mulher ao longo de todo o processo, muitas vezes por cerca de dois anos, com foco na saúde mental e na possibilidades de permanência ou não da gravidez.
A instituição atende pessoas de perfis variados, independentemente de classe social ou moradia. Entre os casos, há gestantes de 10 a 52 anos, incluindo profissionais como juízas e moradoras de rua, todas buscando apoio para decidir o que fazer diante da gravidez.
Abordagem e impactos
O Cervi prioriza o acolhimento. Segundo Rose, o álcool, as drogas ou traumas passam a ser vistos no contexto da vida da mãe, para que haja uma saída real para a mulher, sem impor uma decisão. O bebê é tratado como extensão da mãe, não como problema isolado.
Casos de sucesso são relatados comovidamente pela diretora, como a recuperação de uma moradora da Cracolândia que esperava gêmeos. Com tratamento para dependência química, a mulher retomou a vida, encontrou emprego e passou a dividir a guarda dos filhos.
O atendimento começa com contato remoto, seguido de triagem interna para mapear demandas. Depois, as encaminhamentos ocorrem conforme a necessidade, mantendo o foco na proteção e no bem-estar da mãe.
Abrangência do atendimento
A intervenção é integral: além de apoio psicológico, o Cervi oferece serviços de saúde básica, como exames, dentista e doulas, com parcerias para reduzir custos. Em alguns casos, o atendimento pode ser gratuito.
Gestantes recebem um enxoval básico e acompanhamento contínuo, com possibilidade de troca de roupas conforme o crescimento do bebê. O objetivo é manter a continuidade do cuidado após o parto, fortalecendo a rede de apoio da mãe.
Programas de geração de renda também integram a atuação. Em parceria com a ONG Selo Amor Expresso, há treinamentos para atuar como baristas, com encaminhamentos a empregos e acompanhamento pós-curso.
Financiamento e contatos
O Cervi depende de doações de pessoas físicas e empresas, além de voluntários. Uma parte da renda vem de um bazar permanente no mesmo prédio. A instituição presta contas aos doadores por meio de relatórios de atividades.
Para quem precisa, o contato principal do Cervi é o telefone (11) 94706-0819. Doações podem ser feitas via Pix: 03806878000107, Banco Itaú, Agência 0383, Conta 63082-9.
Entre na conversa da comunidade