- Com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ações de fiscalização ambiental tiveram resultados: IBAMA derrubou 150 retroescavadeiras e 600 dragaças em 2023, reduzindo a derrubada ligada aos garimpos na Amazônia em aproximadamente trinta por cento frente a 2022.
- Mesmo com esse recuo, garimpos continuam se expandindo na Amazônia, com terras indígenas perdendo cerca de 13 mil hectares de floresta em 2023.
- Em dezembro de 2024, Greenpeace Brasil apontou que 15 unidades de conservação, nos estados do Amapá, Amazonas, Rondônia e Pará, perderam 330 hectares em apenas sessenta dias (setembro a outubro), com Amanã Nacional Floresta recebendo o maior impacto: 1.036 hectares derrubados em dois meses, perto de 53 pistas de pouso.
- Há migração de garimpeiros de áreas já visadas por fiscais para novas regiões próximas a territórios indígenas, levando a reforços de proteção em unidades de conservação vizinhas e a operações de fiscalização mais intensas.
- Autoridades destacam que o crime organizado utiliza rotas de garimpo para trânsito de drogas e lavagem de dinheiro, pressionando por maior regulação do comércio de ouro e pela criação de sistemas eletrônicos de controle da cadeia produtiva.
Oito meses após a assunção de Lula, operações ambientais prisaram garimpo ilegal na Amazônia. Em 2023, agentes do IBAMA e ICMBio destruíram 150 retroescavadeiras e 600 dragares usados para extrair ouro, reduzindo a área de garimpo irregular na região em 30% frente a 2022.
O envolvimento inclui garimpeiros, comunidades indígenas e redes criminosas que atuam com apoio logístico. A atuação ocorreu especialmente em Terras Indígenas como Yanomami, Kayapó e Munduruku, além de unidades de conservação nas margens dos rios Crepori, Jamanxim, Maués-Açu, Abacaxis e Tapajós.
Em 2023, as operações começaram a ganhar intensidade com a retomada de ações de fiscalização. O Ibama e o ICMBio instalaram bases de operações em áreas remotas, reforçando guardas em unidades de conservação próximas a territórios indígenas.
Ainda assim, dados de 2023 e 2024 indicam expansão dos garimpos em áreas de proteção, incluindo Amanã, Alto Maués e outras áreas fronteiriças entre Pará e Amazonas. Um relatório de Greenpeace Brasil aponta 330 hectares afetados em 15 unidades analisadas, com desmatamento acelerado em apenas 60 dias.
Especialista do ICMBio afirma que migração de garimpo de áreas indígenas para unidades de conservação é provável, diante de operações mais fortes nesses territórios. A defesa ressalta a necessidade de fortalecimentos de fiscalização aliados a ações sociais, como educação e saúde, para reduzir a dependência econômica local.
A depender do entorno, organizações criminosas ligadas ao contrabando e ao tráfico se valem de rotas de ouro para movimentação de drogas e lavagem de capitais. Profissionais destacam dificuldades operacionais, como falta de aeronaves e logística de interiorização, em meio ao aumento do valor do ouro no mercado nacional.
Procuradores estaduais e federais têm pressionado por maior controle sobre o comércio de ouro, com propostas para cancelar licenças de áreas com várias frentes de exploração e criar um sistema eletrônico de controle da cadeia de suprimentos. Medidas já vigentes, como notas fiscais eletrônicas, passaram a exigir maior fiscalização de origem.
Para a Greenpeace Brasil, o desafio é ampliar a atuação do Estado com ações integradas de segurança, controle do comércio de metais e apoio às populações locais, para reduzir incentivos ao garimpo ilegal sem oferecer alternativas viáveis.
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