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Esquema de estelionato de Nego Di resulta em condenação de 11 anos

Nego Di e o sócio são condenados a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por estelionato contra 16 vítimas em Canoas, RS

O humorista e influenciador digital Dilson Alves da Silva Neto, Nego Di, é condenado a 11 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, além de multa. Sócio dele também foi condenado.
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  • O humorista Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, e o sócio Anderson Boneti foram condenados a 11 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, mais multa, pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
  • A sentença, proferida pela 2ª Vara Criminal de Canoas, envolve crimes de estelionato contra 16 vítimas na cidade de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre.
  • A investigação apontou atuação entre 18 de março e 26 de julho de 2021 da loja virtual “TADIZUERA”, com venda de televisões, iPhones 13 Pro Max e ar-condicionado sem entrega ou estorno aos compradores.
  • Em créditos e débitos, a empresa teria movimentado mais de R$ 5 milhões, dinheiro supostamente pulverizado para diversos destinos.
  • A defesa de Nego Di afirmou que ele nunca foi sócio nem participou da gestão da plataforma e que as vítimas já foram ressarcidas; informou que vai recorrer da decisão. Boneti permanece preso preventivamente, sem possibilidade de recurso em liberdade, e a defesa dele não foi localizada.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou nesta terça-feira 10 o humorista, influenciador digital e ex-BBB Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, e o sócio Anderson Boneti a 11 anos e 8 meses de prisão, ambos em regime fechado, além de multa. A decisão envolve crimes de estelionato contra 16 vítimas em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.

Segundo a sentença, a dupla operava a loja virtual TADIZUERA entre março e julho de 2021, oferecendo televisores, iPhones 13 Pro Max e aparelhos de ar-condicionado abaixo do preço, sem a intenção ou capacidade de entregar os produtos. As investigações apontaram que, entre janeiro e julho de 2022, a empresa teve créditos e débitos superiores a 5 milhões de reais, indicando desvio de recursos.

A magistrada Patrícia Pereira Krebs Tonet, da 2ª Vara Criminal de Canoas, destacou na decisão a existência de um esquema estruturado para enganar um público expressivo, com lesão relevante a consumidores. O inquérito apurou 370 possíveis crimes de estelionato envolvendo moradores do Rio Grande do Sul.

Entenda o que ocorreu e quem está envolvido, com base na decisão do TJRS. Nego Di, que já teve habeas corpus deferido pelo STJ permitindo liberdade provisória, permanece sob medidas cautelares que incluem a proibição de usar redes sociais. Boneti segue preso preventivamente, sem possibilidade de recurso em liberdade.

A defesa de Nego Di, apresentada pela advogada Camila Kersch, afirmou que o influenciador nunca foi sócio nem participou da gestão da plataforma. A firma ressaltou que as vítimas foram ressarcidas de forma voluntária por Dilson e que ele não se beneficiou das transações. Foi anunciado que a defesa pretende recorrer da condenação.

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