- A arquidiocese de Nova York criou um fundo de US$ 300 milhões para acordos com cerca de 1.300 sobreviventes de abuso clerical, com negociações nos próximos dois meses e uso de mediador retirado.
- A novela financeira envolve cortes de custos e venda de ativos, incluindo a venda de mais de US$ 100 milhões da antiga sede em Manhattan, para viabilizar pagamentos; houve demissões como parte do ajuste.
- O mediador é o juiz aposentado Daniel J. Buckley, que já atuou em negociações entre a arquidiocese de Los Angeles e mais de mil queixas, resultando em acordo de US$ 880 milhões em 2024.
- Nova Orleans aprovou acordo de US$ 305 milhões para cerca de 600 sobreviventes; disputas com seguradoras, como a Chubb, seguem contribuindo para o andamento dos litígios.
- Os processos civis contra a arquidiocese de Nova York devem ir a julgamento em 2026; as negociações ocorrem em meio a resistência da seguradora Chubb, que alega não cobrir abusos intencionais e pede mais transparência.
O Arcebispado de Nova York planeja um fundo de 300 milhões de dólares para chegar a acordos com cerca de 1.300 sobreviventes de abuso sexual cometidos por clerical, desde 1952 até 2020. A negociação ocorre em meio a cortes de custos e venda de ativos para financiar settling, sem pedido de proteção falimentar.
A arquidiocese vem reduzindo seu orçamento em 10% e promovendo demissões para compor o montante necessário. Entre os ativos vendidos estão a antiga sede na First Avenue, em Manhattan, por mais de 100 milhões de dólares. Um mediador externo foi contratado para facilitar as negociações.
A instituição informou que as negociações devem avançar nos próximos dois meses, com o objetivo de resolver a maior parte das reclamações antes de processos judiciais. O caso entra em pauta com litígios que devem chegar a julgamento em 2026. Representantes de vítimas defendem total transparência sobre abusos.
Nova York: fundo e negociações
O grupo de advogados que representa cerca de 300 sobreviventes destaca que acordos devem incluir divulgação completa de irregularidades e medidas de prevenção. O arcebispo Timothy Dolan pediu perdão às vítimas em nota institucional, sem sinalizar prazos.
A parte envolvida ressalta ainda a dificuldade provocada pela disputa com seguradoras. A Chubb alega que apólices vigentes antes de 2000 não cobrem abusos confirmados, enquanto a arquidiocese acusa resistência de seguradoras e pede maior transparência sobre o conhecimento dos abusos.
Nova Orleans: acordo aprovado
Também foi anunciado, na mesma terça-feira, um acordo de 305 milhões de dólares para aproximadamente 600 sobreviventes no arcebispado de Nova Orleans. O acordo surge após aprovação judicial para encerrar o processo de proteção falimentar aberto em 2020 devido a acusações de abuso clerical.
A decisão coloca Nova Orleans como um dos maiores settlements já realizados por uma arquidiocese nos EUA, apesar de a arquidiocese de Nova York não ter ingressado com falência. Ações em andamento com seguradoras seguem em paralelo para detalhar pagamentos.
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