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Ativistas britânicos condenam outdoors digitais que rastreiam respostas

Painéis digitais com câmeras em centenas de blocos geram cobrança mensal e debate sobre opt-out, vigilância e uso de dados pelos moradores

Conor Nocher in front of the digital noticeboard at his apartment block in Colindale, north-west London. Photograph: Martin Godwin/The Guardian
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  • Painéis digitais com câmeras foram instalados em centenas de blocos residenciais, com 126 desenvolvimentos já em funcionamento, afetando cerca de 50.000 pessoas.
  • A administradora afirma que as câmeras não estão ativas; os painéis funcionam como quadros de avisos digitais, enquanto a câmera fica pré-instalada, não operando.
  • Moradores contestam a vigilância, a falta de opção de opt-out, o custo mensal do serviço (£209 por mês) e o uso de dados para publicidade.
  • Em alguns edifícios, moradores são rastreados pelo dispositivo para coletar dados demográficos e engajamento, segundo a 30Seconds Group, empresa responsável.
  • A operadora Places for People, controladora da Residential Management Group, diz que as câmeras não estão ativas e que as telas servem principalmente como avisos digitais, com custos de instalação (£800) e operação cobrados dos condôminos.

Digital billboards com câmeras instaladas em blocos residenciais estão em centenas de condomínios, num movimento que levantou críticas de direitos civis. O fornecedor é o 30Seconds Group, que afirma poder medir o engajamento dos moradores em áreas comuns, enquanto esperam elevadores. A iniciativa já abrange 126 empreendimentos, atendendo cerca de 50 mil moradores.

A Rede de Gerência de Habitação — Places for People, controladora da Residential Management Group (RMG), informou que as telas funcionam como painéis de avisos digitais. Segundo a empresa, as câmeras não estão ativas, e o objetivo é facilitar a comunicação com os residentes. No entanto, moradores contestam a vigilância, a ausência de opção de exclusão e o custo mensal do serviço.

O custo das telas é repassado aos moradores via taxa de serviço. Relatos indicam que a mensalidade de cerca de £209, em imóveis com estúdios, financia dispositivos que exibem anúncios aos residentes. Em alguns edifícios, há receio sobre a presença de câmeras e sobre o uso de dados gerados.

Contexto e respostas das partes

A administradora sustenta que as câmeras não operam e o objetivo primário é informar em tempo real, com custos de instalação e operação cobrados por meio das taxas. Em contraponto, moradores destacam a percepção de vigilância e a indisponibilidade de opt-out, com relatos de anúncios de bebidas, jogos de aposta e criptomoedas em algumas telas.

Em Park Hill, em Sheffield, houve remoção recente de dois painéis digitais após objeções dos moradores. A oposição se baseia na estética dos edifícios e no desconforto com a ideia de ter dados demográficos captados em residências. Organizações de defesa de direitos civis afirmam que telas com tecnologia de reconhecimento geram um registro intrusivo do comportamento dos moradores.

A administradora e o fornecedor afirmam que a função principal é atuar como quadro de avisos, com atualização rápida de informações, sem intenção de espionagem. O debate permanece sobre a necessidade de consulta prévia aos residentes e a transparência sobre o uso de dados e da câmera, conforme relatos de moradores e entidades de vigilância.

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