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Casal cujo parto de gêmeos terminou em natimortos culpa a doula

Caso de Ernesta Chirwa: bebês mortos em parto sem assistência; ação por negligência contra Collins avança enquanto ela retorna ao exterior e assume cargo na Free Birth Society

Ernesta Chirwa, whose twins were stillborn.
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  • A Guardian investigou a Free Birth Society (FBS), grupo que defende partos sem assistência médica e já foi ligado a mortes de bebês em várias partes do mundo.
  • Ernesta Chirwa, na África do Sul, teve gêmeos em parto domiciliar indicado pela mulher que acreditava ser parteira licenciada, mas que era associada à FBS; os bebês morreram.
  • Collins, a mulher contratada por Chirwa, deixou a África do Sul após o ocorrido e voltou a atuar como figura sênior da FBS, apoiando atividades como o festival Matriarch Rising.
  • A família de Chirwa abriu processo por negligência contra Collins, acusando-a de fornecer orientação médica inadequada e de não informar que não era parteira licenciada.
  • A investigação aponta que Collins e a FBS promovem uma visão radical de parto sem assistência médica; Collins participou de eventos e atividades da FBS após o incidente, inclusive como DJ em um festival.

Ernesta Chirwa, de Cape Town, vivenciou um parto de alto risco em 15 de fevereiro de 2022, após contratar uma mulher que acreditava ser parteira licenciada. A viagem ao hospital foi feita com suporte de uma suposta parteira que, na verdade, integrava uma sociedade radical ligada a mortes infantis ao redor do mundo.

Os bebês não resistiram e, pouco depois, a família entrou com ação judicial por negligência. A suposta parteira deixou a África do Sul, voltou ao exterior e passou a ocupar posição de destaque dentro da Free Birth Society (FBS), organização questionada por relatos de partos sem assistência médica.

Contexto da investigação

A FBS é uma empresa com base na Carolina do Norte, ligada a práticas de nascimento sem intervenção médica e a visão de partos “selvagens”. Laboratórios de ensino online promovem cursos como o Radical Birth Keeper, voltados a treinamentos que não são reconhecidos como assistência médica formal.

Envolvimento de Collins e Circle of Elephants

A mulher que acompanhava Chirwa era associada a Circle of Elephants, prática descrita em documentos como centro de parto com ênfase não médica. Em registros, houve ligação entre Circle of Elephants e casos de partos com complicações severas, incluindo dois casos de natimortos em 2020 e 2021.

Desenvolvimento do caso na África do Sul

Autoridades de saúde da Western Cape interpelaram Collins e a sócia em 2021, solicitando registros formais com a SANC. Subsequentemente, foi ordenado que cessassem a prática até regularizarem a atuação. A família de Chirwa afirma que a informação sobre a não habilitação não foi comunicada.

Ação judicial e desdobramentos

A família entrou com processo cível, buscando reparação por suposta negligência e má conduta. Um parecer de obstetrícia, elaborado para o litígio, descreveu a conduta como inadequada. No decorrer do processo, Collins negou a atuação como médica, mantendo-se como birth keeper.

Situação atual

Após o processo, Collins deixou a África do Sul e passou a atuar como liderança sênior na FBS. Participa de eventos e atividades de liderança, inclusive no festival Matriarch Rising, onde atuou como DJ e foi divulgada participação em rituais de dança.

Perspectiva de fontes e resposta institucional

A FBS sustenta disputas legais e críticas ao modelo médico tradicional de parto. Em resposta, as fontes associadas não ofereceram comentários detalhados sobre o caso de Chirwa, mantendo a narrativa de defesa de seu método de nascimento. A investigação jornalística continua, com foco em ligações entre as atividades da organização e casos graves em diversas regiões.

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