- A sexta edição da Kochi-Muziris Biennale, intitulada For the Time Being, acontece em Kerala, com Aspinwall House como sede central e novas obras em espaços como o Island Warehouse.
- A abertura está marcada para 12 de dezembro de 2025 e vai até 31 de março de 2026, com curadoria de Nikhil Chopra e HH Art Spaces.
- Marina Abramović e Tino Sehgal são destaques, ao lado de Otobong Nkanga, Ibrahim Mahama e Adrián Villar Rojas, com obras e formatos inéditos.
- O orçamento é estimado em US$ 3,3 milhões e depende cada vez mais de doadores privados, além de participação significativa de artistas sul-asiáticos.
- A mostra expandiu para novos venues devido ao uso parcial de Aspinwall House, incluindo o Island Warehouse, e aborda temas políticos sensíveis.
A sexta edição da Kochi-Muziris Biennale (KMB) chega a Kerala com mudanças importantes no formato e no espaço expositivo. A mostra, intitulada For the Time Being, terá Aspinwall House como sede central, mas ampliará o circuito para além do imóvel histórico. O orçamento é majoritariamente financiado por doadores privados.
A curadoria fica a cargo do artista Nikhil Chopra e do coletivo HH Art Spaces, de Goa, que convidaram 66 artistas ou coletivos. Entre os nomes estão Marina Abramović e Tino Sehgal, ambos com formatos inéditos, além de artistas sul-asiáticos relevantes na cena internacional.
O conteúdo da edição reúne obras e formatos novos, com foco em temas políticos sensíveis e uma visão regional mais marcadamente sul-asiática. Estão previstas instalações, performances e intervenções em espaços como o Island Warehouse, em Willingdon Island.
Mudança de espaços e orçamento
O Island Warehouse passa a integrar o circuito da bienal, com acesso por ferry a partir dos locais tradicionais. O orçamento total está estimado em US$ 3,3 milhões, com redução de apoio estatal e maior dependência de doadores privados.
Participações e obras-chave
Marina Abramović apresentará Waterfall (2003) e fará uma apresentação performática em 8 de fevereiro. Tino Sehgal exibirá três “situações construídas” em performances colaborativas, incluindo Kiss (2003), com duas pessoas em contato físico.
Entre os nomes regionais, Otobong Nkanga instala um jardim tropical que cresce ao longo do evento. Ibrahim Mahama traz Parliament of Ghosts (2019-ongoing), com mil chairs dispostas como plenário. Adrián Villar Rojas revisita Rinascimento (2015-ongoing) com composições de comida.
Panorama regional e temas
A programação inclui cerca de dois terços de artistas do Sul da Ásia. Bani Abidi colaborará com o arquiteto Anupama Kundoo para oferecer um espaço de hospitalidade com almoço diário típico de Kerala. Jyoti Bhatt apresenta uma visão histórica por meio de diversas mídias.
Naeem Mohaiemen estreia novo vídeo que dialoga com a Revolução de 1971 e a atualidade. Outros nomes em destaque trazem questões sobre políticas públicas, identidades e memórias públicas da região.
Localização e financiamento
A Aspinwall House, marinha, continua como sede principal, mas parte do prédio foi vendida ao governo de Kerala. A equipe da bienal confirma que ainda há espaço significativo voltado à exposição, com ampliação de locais.
Diversos patrocinadores privados integram a lista de apoiadores, com doações entre 5 e 10 milhões de rúpias por instituição. Entre os apoiadores constam nomes como Yusuff Ali, Minal Bajaj, Aarti Lohia e Mariam Ram.
Apoio institucional e programação
A Kochi Biennale Foundation recebe contribuições de galerias indianas, como Chemould Prescott Road, Vadehra Art Gallery e Chatterjee & Lal, entre outras. A edição atual também envolve a participação de Jhaveri Contemporary e Experimenter, com vários artistas representados.
A edição For the Time Being promete expandir o alcance da bienal, combinando nomes de peso internacional com uma presença cada vez mais contundente de artistas sul-asiáticos e práticas performativas de vanguarda. A abertura ocorre em 12 de dezembro, com continuidade até 31 de março de 2026.
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