- Balshaw entrou no Tate em 2017 e conduziu a instituição durante a Covid-19, com variações de público e instabilidade financeira.
- Em 2022, o Tate enfrentou um acordo milionário por discriminação, além de cortes de pessoal, incluindo redundâncias em 2020 para economizar.
- Balshaw deixará o cargo em 2026; a busca por um novo diretor será supervisionada pelo DCMS e pelos trustees, e Balshaw fará a exposição de Tracey Emin como seu projeto final.
- A presença nos espaços do Tate caiu 27% desde 2019; o Tate Modern, que celebra 25 anos, recebeu mais de 76 mil pessoas no fim de semana de aniversário, com esperanças de recuperação em 2025.
- O processo de seleção deve começar em breve, com Balshaw mantendo o foco em trabalhar com artistas e em sua produção de textos e projetos.
A diretora do Tate, Susanna Balshaw, anunciará em 2026 sua saída da instituição, após nove anos à frente. Ela liderou o museu durante a pandemia de Covid-19, enfrentando queda de público e instabilidade financeira, além de períodos de cortes de custos.
Balshaw já confirmou que a exposição de Tracey Emin será seu projeto final no Tate. A saída acontece em meio a uma fase de reconstrução institucional e de planejamento para um novo ciclo de gestão.
A gestão da Tate também enfrentou controvérsias e desafios financeiros. Em 2022, a instituição concordou em pagar uma compensação de cinco a seis dígitos a dois artistas após denúncias de discriminação, vitimização e assédio. Nos últimos anos, houve redundâncias para reduzir custos.
Desafios de público e finanças
Dados mostram que o Tate Modern e o Tate Britain tiveram queda de 27% no público desde 2019. Balshaw mencionou, em carta ao Guardian, que 2019 foi ano de maior público, destacando o contexto difícil atual.
A instituição divulgou que iniciará a busca pelo novo líder em breve. O processo ficará sob supervisão do DCMS e dos trustees, com a assinatura final do primeiro-ministro para a nomeação.
Processo de busca e continuidade institucional
Balshaw afirma que continuará trabalhando com artistas até 2026 e concentrará esforços na exposição de Emin e na escrita de seus projetos. A diretora também destacou a necessidade de recuperação de público e de continuidade na programação artística.
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