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Maria Balshaw deixa o cargo de diretora da Tate

Balshaw deixa a Tate na primavera de 2026; último projeto é Tracey Emin: A Second Life, enquanto a instituição avança com o Tate Future Fund e enfrenta queda de público

Balshaw's last Tate project will co-curating the largest-ever survey of the artist Tracey Emin at Tate Modern; Photo by Erdem Moralioglu
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  • Maria Balshaw anunciará sua saída da Tate na primavera de dois mil e vinte e seis.
  • Para o seu último projeto, co-curará a maior exposição já realizada da artista Tracey Emin na Tate Modern, Tracey Emin: A Second Life, de 27 de fevereiro a 31 de agosto.
  • Durante a gestão, a Tate diversificou o acervo, ampliou o alcance geográfico e elevou o total de membros para 150 mil.
  • A instituição enfrentou desafios financeiros e de público, incluindo cortes de cerca de sete por cento no quadro e queda de visitantes, com mais de cento e cinquenta trabalhadores em greves por salário e condições.
  • A Tate criou o Tate Future Fund, um fundo patrimonial com pelo menos cinquenta milhões de libras, e a sucessão segue em pauta diante da competição com planos de expansão da National Gallery.

Maria Balshaw anunciará sua saída da Tate em spring 2026, segundo comunicado da instituição nesta quinta-feira. Balshaw assumiu a direção em 2017, sucedendo Nicholas Serota, e conduziu a Tate por uma fase de expansão de público e diversificação.

Durante seu mandato, a Tate ampliou a programação internacional e revelou exposições de peso, incluindo Van Gogh e Britain em 2019, Yoko Ono em 2024 e Sargent and Fashion em 2024. Também elevou o número de membros para 150.000, segundo nota oficial.

Balshaw afirmou que chega o momento de entregar a liderança a alguém que conduza a Tate para a próxima década de inovação artística. Ela ficará no cargo até a próxima primavera, mantendo o foco no planejamento estratégico da instituição.

Para o desfecho de seu mandato, Balshaw co-curará a maior exposição já realizada da artista Tracey Emin no Tate Modern, Tracey Emin: A Second Life, programada para 27 de fevereiro a 31 de agosto de 2026.

A saída ocorre em meio a um cenário financeiro desafiador. Em 2024-2025, a Tate projetou déficit orçamentário, com cortes de cerca de 7% do quadro e reestruturações para reduzir custos. Além disso, trabalhadores protestaram por salários e condições, resultando em mais de 150 funcionários em afastamentos ou desligamentos.

A Tate também tem enfrentado queda de público, com redução de visitantes internacionais, especialmente europeus jovens, segundo dados internos e reportagens setoriais. No entanto, o público doméstico tem se mantido próximo de níveis pré-pandemia, conforme pesquisas internas.

No longo prazo, a Tate tem enfatizado práticas indígenas na programação e lançou um fundo de endowment, o Tate Future Fund, com captação superior a 50 milhões de libras para garantir estabilidade financeira. A liderança futura enfrentará, entre outros temas, a expansão prevista do National Gallery e a manutenção de operações estáveis.

Com a transição, a instituição busca manter o objetivo de ampliar alcance e diversidade cultural, mantendo a Tate como referência em arte britânica e contemporânea. A busca por um novo diretor deverá considerar estratégias de financiamento, público e inovação museal.

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