- Milton Otto Martin III, de 58 anos, foi considerado culpado por comportamento indecente com menor e absolvido de estupro estatutário, em Chalmette, Louisiana.
- Ele é pastor da Primeira Igreja Pentecostal de Chalmette e foi julgado por abuso de uma jovem congregante, com testemunhos de apenas duas vítimas durante o julgamento.
- A condenação prevê até sete anos de prisão, além do registro como e abusador sexual; a audiência de sentença está prevista para 15 de janeiro.
- Também tramita ação civil contra a igreja e a organização WorldWide Pentecostal Fellowships, acusando omissão na apuração de denúncias anteriores.
- A investigação envolve casos ligados a abusos clericais na região de Nova Orleans; a defesa ainda não comentou o veredito.
Milton Otto Martin III, pastor da First Pentecostal Church em Chalmette, Louisiana, foi condenado por comportamento indecente com menor em julgamento realizado em Chalmette. O veredito absolveu-o de estupro estatutário, e ele pode pegar até sete anos de prisão, além de obrigatoriedade de registro como crime sexual. A audiência de sentença está prevista para 15 de janeiro.
O caso envolve várias vítimas que acusam abuso sexual praticado contra jovens congregantes. Técnicos da polícia estadual investigaram Martin após um relato de uma das vítimas, apresentada à polícia antes da prisão em março de 2023. A condenação ocorreu após um julgamento de três dias.
Durante o processo, dois depoimentos de vítimas foram ouvidos pela promotoria, que sustentou as acusações de conhecimento carnal, correspondente ao rape statutory, e de indecente comportamento com menor, ainda que o crime mais grave tenha sido rejeitado pela Justiça. Os advogados das partes destacaram a coragem das denunciantes.
A defesa, representada por Jeff Hufft, não respondeu prontamente aos pedidos de comentário, assim como a igreja local. Os advogados de defesa e de acusação destacaram a importância do testemunho da vítima, que hoje tem cerca de 30 anos e relatou os abusos durante viagens com o pastor.
Paralelamente ao processo criminal, tramita uma ação civil contra a igreja e a organização associada, a Worldwide Pentecostal Fellowships. Os autores alega que instituições falharam na supervisão de Martin e na investigação de denúncias anteriores, pedindo indenização.
A investigação teve suporte de autoridades estaduais, com participação de promotores da Procuradoria Geral da Louisiana. A promoção de justiça foi ressaltada pelo procurador-geral, que informou que o trabalho visa proteger crianças da região.
O caso não está ligado ao escândalo de abusos na arquidiocese de New Orleans, que levou à falência federal de parte da instituição em 2020. Apesar das ligações temáticas, os casos são distintos e mantêm procedimentos legais separados.
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