- A Justiça da Flórida determinou que Andy Signore entregue comunicações e materiais de reportagem relacionados à cobertura de Blake Lively, Baldoni e a disputa jurídica, com apelação possível; a decisão tem 18 páginas e destaca a relevância dos itens.
- A ordem afirma que o material é relevante para o caso e não pode ser obtido de outra fonte, e Signore pretende recorrer da decisão.
- O tribunal questionou se Signore tem privilégio de jornalista, considerando que ele não seria exatamente um veículo de mídia tradicional, o que pode afetar a aplicação do privilégio de repórteur.
- As ações fazem parte de subpoenas emitidas pela equipe de Lively para criadores e personalidades de mídia, buscando informações como nomes legais, endereços e registros bancários.
- O caso também alimenta o debate sobre quem pode ser considerado jornalista na era de criadores independentes e plataformas como Substack e Patreon, com implicações sobre proteção de fontes e privilégio.
Recentemente, a Justiça da Flórida determinou que Andy Signore, empresário por trás do canal Popcorned Planet, entregue comunicações e materiais de reportagem relacionados à cobertura de Blake Lively e Justin Baldoni. A decisão, com 18 páginas, afirma a relevância desses itens para o caso e admite possibilidade de apelação.
A ordem judicial exige que Signore forneça comunicações, materiais de reportagem e até mensagens de texto com uma fonte-chave. O tribunal entendeu que, apesar de Signore se apresentar como jornalista, sua atividade no YouTube não garante automaticamente o privilégio de repórter, com base no padrão jurídico vigente.
O que levou à decisão
Lively moveu ações contra Baldoni e sua assessoria, alegando assédio sexual e ambiente de trabalho inseguro durante a divulgação de It Ends with Us, em 2024. A equipe jurídica de Lively também acionou dezenas de criadores de conteúdo via subpoenas, buscando nomes, endereços e até registros bancários.
Signore afirmou ter privilégio de repórter e que atua como jornalista com audiência próxima a 1 milhão. O juiz, contudo, entendeu que o desempenho de funções jornalísticas por meio de plataformas independentes não se enquadra automaticamente no conceito tradicional de imprensa para fins de privilégio legal.
Implicações para o jornalismo independente
A decisão destaca a complexidade de enquadrar criadores de conteúdo como jornalistas para efeitos legais. Observadores apontam que plataformas emergentes amplificam a cobertura jornalística, ao mesmo tempo em que criam ambiguidades sobre proteção de fontes e confidencialidade de material.
Profissionais consultados ressaltam que a definição de quem é jornalista está em evolução, com casos envolvendo plataformas como Substack e YouTube ganhando relevância. A determinação de Signore pode influenciar processos semelhantes no futuro.
Embora Signore planeje recorrer, o tribunal já considerou que o material solicitado é apto a esclarecer pontos relevantes da disputa entre Lively e Baldoni. A situação evidencia o desafio de equilibrar direitos de privacidade, proteção de fontes e a função informativa de criadores digitais no ecossistema jornalístico contemporâneo.
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