- Neste domingo, uma mulher foi detida por militares em Belo Horizonte após pichar o Monumento à Terra Mineira, com a frase “Demarcação. Brasil, terra indígena”.
- A ação foi filmada por Enio Panzera, que entrevistou rapidamente a suspeita, identificada como Tatá Borun Xonin.
- Houve resistência durante a prisão e repercussões nas redes, com debates sobre penas e o papel do Supremo Tribunal Federal.
- O Monumento à Terra Mineira, do escultor Júlio Starace, homenageia personagens históricos da conquista e do desenvolvimento de Minas Gerais.
- A pena para pichar monumento público de valor histórico pode variar de seis meses a um ano de detenção, com multa; em 2023, Débora Rodrigues dos Santos foi condenada a 14 anos por pichações associadas a crimes maiores.
Neste domingo, em Belo Horizonte, uma mulher foi detida pela polícia militar após pichar o Monumento à Terra Mineira, na Praça da Estação. A frase pichada foi Demarcação. Brasil, terra indígena. A ação foi registrada em vídeo pelo engenheiro Enio Panzera, conhecido como Fala Panza.
Segundo Panzera, a moça se identificou como Tatá Borun Xonin e confirmou ter usado tinta de spray para a pichação, ainda diante de quem a filmava e da chegada dos policiais. Houve resistência dos manifestantes de esquerda durante a detenção em flagrante.
Repercussões e contexto jurídico
A pichação de monumento público de valor histórico é crime previsto em lei, com detenção de 6 meses a 1 ano e multa. O caso gerou debate nas redes sobre penas, STF e tratamento de crimes de menor potencial ofensivo, que costumam admitir transação penal.
Pelo histórico citado, casos semelhantes raramente resultam em prisão. A única exceção recente envolveu Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos em 2023 por pichagens associadas a crimes maiores, incluindo organização criminosa e dano ao patrimônio tombado. Ela cumpriu parte da pena em regime fechado, hoje em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
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