- A Casa das Bordadeiras, em Timbaúba dos Batistas, RN, com cerca de 2.300 habitantes, ganhou repercussão nacional na moda.
- João Gomes usou um terno exclusivo, feito sob medida em parceria entre a Casa e a Riachuelo, com bordados da estilista Helô Rocha, apresentado no Grammy Latino.
- Anteriormente, as bordadeiras criaram jaquetas jeans para as Olimpíadas de Paris 2024, gerando renda de R$ 350 mil para a comunidade.
- O Instituto Riachuelo atua desde 2021 em Natal, apoiando sustentabilidade, geração de renda e valorização da costura local.
- A parceria com Helô Rocha resultou em coleção com mais de 140 itens, pensados para festas, com bordados e rendas.
A Casa das Bordadeiras, situada em Timbaúba dos Batistas, no Rio Grande do Norte, ganhou projeção nacional ao trazer o trabalho artesanal para itens usados por artistas e marcas de grande circulação. As peças ganham visibilidade após parcerias com a Riachuelo e participações em eventos de peso.
As bordadeiras elaboraram o terno exclusivo usado por João Gomes no Grammy Latino, em novembro. A produção ocorreu em parceria entre a Casa, a Riachuelo e a estilista Helô Rocha, com bordados feitos à mão. O conjunto mistura tradição e moda contemporânea.
Antes disso, o grupo já havia criado jaquetas jeans para as Olimpíadas de Paris 2024, projeto que gerou renda para as mulheres da região. A iniciativa contou com apoio do Instituto Riachuelo, que trabalha desde 2021 em Natal para sustentabilidade e fomento da costura local.
A atuação das artesãs vai além das peças únicas. A parceria com o Instituto envolve capacitação e empreendedorismo, beneficiando mais de 80 bordadeiras ao longo de quatro anos. O programa também valoriza o cultivo agroecológico da região.
A colaboração entre Riachuelo e Helô Rocha resultou em uma coleção com mais de 140 itens, pensados para festas. As peças exibem bordados intensos, rendas e a combinação de tons claros com marrom e azul.
Tradição e inovação
A técnica do bordado caicó, herança do Seridó, está no centro do trabalho da Casa. Conforme a coordenadora Jailma Araújo, o manejo de máquinas não substitui a qualidade artesanal. O bordado é passado de geração em geração, fortalecendo renda local.
Segundo relatos das próprias bordadeiras, o aprendizado começou na infância e muitas utilizam o ofício como principal fonte de sustento. A prática tem proporcionado autonomia financeira e independência em contextos desafiadores.
Mais recentemente, a parceria com o Instituto contribuiu para aperfeiçoar técnicas e abrir oportunidades de negócios. O apoio institucional reforça a presença do trabalho artesanal potiguar no mercado nacional.
A presença das bordadeiras em peças de destaque reforça a importância da produção feita no Brasil. A colaboração com marcas reconhecidas demonstra o valor cultural e econômico do artesanato local.
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