- Ministério da Saúde promoveu, em 16 deste mês, na sede da Opas, seminário nacional sobre equidade no cuidado oncológico pediátrico para crianças indígenas.
- O encontro reuniu gestores, especialistas e lideranças do SUS para discutir prevenção, diagnóstico precoce e atenção intercultural no câncer infantojuvenil indígena.
- O evento contou com a participação de autoridades do DECAN/SAES, DAPSI/SESAI, SVSA, além de representantes de DSEIs, hospitais de referência e organismos internacionais.
- Entre os temas, destacaram-se vigilância, capacitação, identificação precoce de sinais, respeito às tecnologias tradicionais de cuidado e melhoria do fluxo de referência e contrarreferência no SasiSUS.
- A plenária final ressaltou a atuação conjunta entre SAES, SESAI, SVSA, SAPS, OPAS e parceiros para ampliar acesso, qualificação das redes e oferecer cuidado digno e culturalmente adequado às crianças indígenas em tratamento oncológico.
O Ministério da Saúde promoveu, no dia 16 deste mês, um seminário nacional na sede da Opas para debater a equidade no cuidado oncológico pediátrico entre crianças indígenas. O encontro ocorreu de forma híbrida e reuniu gestores, especialistas e lideranças do SUS, com foco em prevenção, diagnóstico precoce e atenção intercultural no câncer infantojuvenil.
Participaram do evento o DECAN, ligado à SAES, representantes da SESAI, da SVSA, da SESA, além de hospitais de referência e organizações internacionais. A programação priorizou a construção de uma rede de atenção que considere especificidades culturais, territoriais e epidemiológicas.
Na abertura, o diretor do DECAN destacou o compromisso do SUS com o acesso desagregado ao diagnóstico precoce e ao tratamento, ressaltando a necessidade de uma rede integrada e sensível às diversidades culturais. A fala enfatuiu o direito à saúde para povos indígenas e a importância de ações estruturais.
O seminário apresentou o Plano Nacional de Prevenção e Controle do Câncer Infantojuvenil, com diretrizes de vigilância, capacitação e identificação precoce de sinais. Também houve apresentação de dados epidemiológicos regionais, com foco nas mortalidades entre crianças indígenas e nos desafios de cobertura nos DSEIs.
Painéis abordaram gargalos no fluxo de referência e contrarreferência do SasiSUS, além de aspectos culturais na identificação precoce do câncer. Hospitais de referência das regiões Norte e Sudeste apresentaram experiências, incluindo acolhimento, humanização e integração com práticas tradicionais.
No bloco intercultural, a Sesai destacou a importância de práticas assistenciais respeitosas aos modos de vida e tecnologias tradicionais. Putira Sacuena enfatizou que o seminário marca um avanço na visibilidade da temática e na busca por resultados mais eficazes no tratamento de crianças indígenas.
A plenária final reforçou a necessidade de atuação conjunta entre SAES, SESAI, SVSA, SAPS, OPAS e demais parceiros. O objetivo é ampliar o acesso, qualificar redes assistenciais e promover um cuidado digno, acolhedor e culturalmente adequado para crianças indígenas em tratamento contra o câncer.
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