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2025 no vinho americano: profissionais definem estilos que marcaram o ano

Profissionais dos EUA associam 2025 a duas correntes de sabor: tradição mais rígida e retorno aos prazeres simples, com impactos pessoais e de mercado

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  • Eliza Dumais analisa como 2025 foi um ano de vinhos nos EUA, buscando os sabores que marcaram o período e pedindo perspectiva a outros profissionais.
  • As opiniões destacam caminhos distintos: retorno ao tradicional e maior rigidez, versus valorização de prazeres simples e revisitar rótulos familiares.
  • Referências citadas vão de rótulos clássicos a experiências de vida, incluindo vínculos entre paternidade, memória e escolhas de garrafas específicas.
  • O ano é visto como mistura de minerabilidade, doçura residual e impactos de ocorrências como madeira, oxidação e casca de rolha, com variações entre estilos.
  • Entre os exemplos mencionados, aparecem Gamay contundente, Manzanilla, Riesling, Nebbiolo eChampagne, além de relatos de otimismo e de prática de cozinhar com espumante natural.

O ano de 2025 foi marcado por debates e lembranças entre profissionais de vinho dos Estados Unidos. A leitora tentativa de Eliza Dumais, colunista da Decanter, buscou entender os sabores que definiram o período, conectando memória sensorial, nostalgia e relatos de fim de ano. O texto reúne percepções de especialistas sobre estilos, terroirs e tendências que marcaram o ano.

Entre os relatos, surgem leituras distintas sobre o que pesou em 2025: retorno ao tradicional, valor ao simples, experiências de vida que influenciaram escolhas de garrafas, e uma visão dupla sobre sabores e referências. As respostas mostram diversidade de temperos, regiões e estilos, sem uma linha única para o conjunto.

Perspectivas de profissionais

  • Joe Hirsch, importador, aponta regressão ao tradicional e maior rigidez, citando Vin Noé Pommard 2023 como exemplo de referência. A leitura é de ano maior, mais contido e menos otimista frente a anos anteriores.
  • Nikita Malhotra, diretora de vinhos, valoriza prazeres simples e revisitas a estilos familiares. Clos du Rouge, Gorge Côtes Catalanes Jeunes Vignes 2024 aparece como símbolo de ano sem busca por modismos.
  • Keara Driscoll, diretora de vinhos, lembra uma experiência pessoal ligada à paternidade. Mas aponta que Mas Candí Montombra Blanco 2019 ganhou significado após o nascimento do filho, com textura suede e salinidade suave.
  • Haden Riles, sommelière, divide o ano em duas correntes: Minouche de Julie Balagny e Neptune Riesling de Rosewood, destacando contraste entre sinceridade, agressividade e sensorialidade complexa.
  • Daniel de la Nuez, fundador, é direto: gambito de 2025 passa por Gamay como símbolo de posicionamento.
  • Sammi Schachter, diretora de vinhos, compara 2025 a Manzanilla, destacando perfil salino e noz. O rótulo citado é Buelan Mirador Manzanilla.
  • Sophie Stettler-Eno, servidora, observa DC mais conservadora em 2025, com maior busca por rótulos tradicionais. Domaine Verdier Logel La Volcanique 2023 é citada como exemplar Gamay.
  • Mariano Garay, atendente, descreve 2025 como fusão de Riesling, Nebbiolo e Champagne, com referência a Vollenweider Kabinett 2021, Emmanuel Brochet Champagne e Elio Sandri Barolo Riserva Perno Vigna Disa 2018.
  • Henry Elliman, chef viajante, enxerga otimismo e prática culinária com espumante natural. JulEn Altaber L Écume Vin Mousseux Extra Brut, Pinot Noir e Aligoté aparece como símbolo de ano ativo e criativo.

A síntese dessas vozes reforça um 2025 diverso, com caminhos entre tradição e inovação, e uma constante busca por equilíbrio entre memória gustativa e inovação enológica. As lembranças de degustação, viagens e encontros pautaram as escolhas, sem uma tendência única dominar o ano.

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