- Erik Bulatov, artista soviético ligado ao grupo Sretensky, nasceu em 1933 em Sverdlovsk e morreu em Paris no dia 9 de novembro.
- Famoso por obras com slogans ideológicos sobre céus luminosos, incluindo Glory to the CPSU, de 1975, que foi vendida por $2,1 milhões em 2008, em Londres.
- Em 2025, The Art Newspaper Russia o classificou como o artista russo vivo mais caro.
- Faz parte de um círculo de não conformistas que incluía Ilya Kabakov e Oleg Vassiliev; mudou-se para Nova York em 1989 e, no início dos anos 1990, para Paris.
- Em suas memórias publicadas em 2025, Erik Bulatov Tells his Story, ele comenta sobre Glory to the CPSU e a ideia de liberdade na obra.
Erik Bulatov, artista soviético nascido em Sverdlovsk, morreu em Paris no dia 9 de novembro. A morte foi confirmada pela família e pela comunidade artística, que o reconhece como uma figura central do movimento underground dos anos 1970 e 1980, conhecido por combinar textos ideológicos com paisagens luminosas.
Bulatov participou do grupo Sretensky, núcleo de artistas não conformistas que enfrentaram restrições oficiais. Após morar em Nova York, mudou-se para Paris, onde consolidou carreira internacional. Entre suas obras de maior destaque está Glory to the CPSU, marcada pela presença de slogans sobre poder e espaço.
Em 2008, o canvas monumental foi vendido em Londres por 2,1 milhões de dólares, em leilão da Phillips. Em 2025, The Art Newspaper Russia o classificou como o artista russo vivo mais caro, título que contrapõe à sua trajetória de questionamento político. Também em 2025, foi publicada a memória Erik Bulatov Tells his Story.
Legado e trajetória
Bulatov ficou conhecido por obras que colocam palavras em textos grandes sobre fundos de céus azulados, criando camadas de significado e abrindo espaço para leituras diversas. Sua produção dialoga com a iconografia soviética e com a tradição da Sots Art, expandindo o conceito de linguagem visual.
O artista nasceu em 1933 e cresceu em Moscou, estudando na Surikov Art Institute. Sofreu pressões do Estado, mas manteve uma prática que explorava espaço, luz e linguagem como fatores centrais da visão de mundo. Em entrevistas, descreveu a transição do uso de símbolos oficiais para uma abordagem mais abstrata e sensorial.
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