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Queixa contra arcebispo de Canterbury é arquivada

Comissão de York decide não tomar providências adicionais contra Sarah Mullally sobre denúncia de abuso; recurso aberto ao reclamante

Sarah Mullally stands outside a church's arched doorway
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  • A Igreja da Inglaterra rejeitou uma queixa sobre a forma como a futura arcebispo de Canterbury, Dame Sarah Mullally, lidou com uma acusação de abuso.
  • Mullally deve assumir o cargo em 28 de janeiro, após o renúncia de Justin Welby devido à forma como lidou com um escândalo de proteção.
  • O arcebispo de York, Stephen Cottrell, foi encarregado de revisar a condução de Mullally e decidiu não apresentar novas ações contra ela.
  • A queixa foi feita pelo que é chamado de Survivor N, que afirma que o abuso começou em 2014 e que Mullally teria violado o código disciplinar ao enviar um e-mail confidencial ao padre envolvido.
  • Survivor N tem 14 dias para recorrer; há críticas dentro da igreja à nomeação de Cottrell para avaliar o caso e questionamentos sobre a credibilidade dos processos disciplinares da instituição.

O Church of England informou que não tomará mais medidas sobre a conduta de Dame Sarah Mullally em relação a uma acusação de abuso envolvendo um sacerdote em Londres. Mullally assumirá o cargo de arcebispo de Canterbury em 28 de janeiro, após a renúncia de Justin Welby.

Stephen Cottrell, arcebispo de York, foi incumbido de revisar o manejo da queixa e decidiu não tomar novas ações contra Mullally. A reclamação foi apresentada pelo que é conhecido como Survivor N, que teve a denúncia recebida pela diocese de Londres em 2019, quando Mullally já era bispa de Londres (desde 2018).

Detalhes da apuração e desdobramentos

Segundo o veredito divulgado, o comitê responsável não identificou fundamentos suficientes para prosseguir com mais medidas disciplinares. Survivor N pode solicitar uma revisão independentemente, conforme previsto em lei interna da instituição.

A decisão provocou críticas dentro da Igreja, com integrantes questionando a condução de casos de abuso por altas autoridades. Um pároco da diocese de Londres afirmou que o processo de CDM (medida disciplinar eclesiástica) permanece alvo de dúvidas sobre transparência e accountability.

Lambeth Palace havia informado que uma queixa sobre Mullally, registrada em 2020, não foi seguida adiante devido a erros administrativos e uma interpretação equivocada sobre os desejos da pessoa envolvida. Em comunicado, a assessoria reiterou que Mullally solicitou garantias de que processos sejam fortalecidos e respondidos com celeridade.

Survivor N tem prazo de 14 dias para recorrer da decisão. Há também apoio interno à necessidade de maior independência nos procedimentos de avaliação de queixas, para restaurar a confiança de vítimas e do público.

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