- Júlio Iglesias é acusado de assédio sexual por duas ex-funcionárias, que relatam toque inapropriado, insultos e humilhação em ambiente de controle.
- Os supostos abusos teriam ocorrido em 2021 nas mansões caribenhas do cantor, na República Dominicana e nas Bahamas.
- A investigação conjunta de elDiario.es e Univision Noticias ouviu quinze ex-funcionários e reuniu evidências documentais, como fotos, logs de chamadas e mensagens.
- As duas mulheres teriam apresentado denúncia formal à Audiencia Nacional, acusando tráfico de pessoas e assédio sexual.
- A defesa não respondeu aos contatos; uma ex-superiora refutou as acusações, descrevendo Iglesias como respeitoso e elogiando sua pessoa.
Julio Iglesias é acusado de abuso sexual por duas ex-funcionárias que trabalhavam em suas mansões no Caribe. As alegações envolvem toque inapropriado, insultos e humilhação em um ambiente de controle e assédio constante, supostamente ocorridos em 2021. As denúncias vieram à tona após uma investigação conjunta de elDiario.es e Univision Noticias.
A investigação entrevistou 15 ex-funcionários que atuaram para o cantor entre os anos 1990 e 2023. Segundo o material, as condições de trabalho eram marcadas por isolamento, disputas trabalhistas, hierarquia rígida e clima tenso criado pela personalidade do artista, conforme os relatos coletados.
Alegações e evidências
As duas mulheres, identificadas como Rebecca e Laura, teriam relatado episódios de abuso em residências no Caribe, incluindo Punta Cana, na República Dominicana, e nas Bahamas. Relatos indicam que os incidentes ocorriam na presença de outros funcionários e a qualquer momento, com repetição ao longo de 2021.
A equipe descreveu uma atmosfera de controle e normalização do abuso, com referências a perguntas invasivas durante a contratação e insistência de contato físico que não houve consentimento. Documentos como fotos, logs de chamadas, mensagens de WhatsApp e relatórios médicos constam entre as evidências citadas pela apuração.
Denúncia formal
As duas mulheres teriam apresentado uma queixa formal às autoridades da Audiencia Nacional, na Espanha, acusando Iglesias de abuso sexual e tráfico de pessoas. Em resposta, representantes do artista não divulgaram declarações oficiais aos veículos envolvidos na apuração.
Alguns ex-supervisores atribuíram as acusações a mal-entendidos ou a uma percepção incorreta do contexto, destacando elogios ao artista. A reportagem aponta que tentativas de contato com Iglesias e seu advogado não obtiveram resposta.
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