- Um jovem de 16 anos, de Northumberland, é acusado de preparar atos terroristas, ser membro de organização proscrita, possuir documentos de terrorismo e compartilhar publicações terroristas, e nega as acusações.
- A polícia encontrou um arsenal na casa do garoto durante uma operação em fevereiro do ano passado, incluindo armas, explosivos, chaves de roda, facas, arcos e flechas, além de calças militares e material de fabricação de explosivos.
- Segundo a promotora, havia notebooks com crenças racistas e evidências de pesquisa ativa para planejar um ataque, incluindo estudo de sinagogas locais.
- O garoto, que se aproximou da neonazista The Base aos 13 anos, estaria “aficionado por extremismo” e pretendia fazer parte de um grupo ativo, com disponibilidade para viajar.
- A investigação mostra vídeos de ataques e planejamento para explosões em alvos como uma subestação elétrica ou torre de celular; o julgamento continua.
Aos 16 anos, um rapaz do Norte de Inglaterra é acusado de planejar atos terroristas com base em uma ideologia de supremacia branca. A polícia encontrou armas, explosivos e material de comunicação durante a operação em sua casa, realizada em fevereiro do ano passado. O jovem, que não pode ser identificado por motivos legais, negou as acusações de preparar atos terroristas, pertencer a uma organização proibida, posse de documentos terroristas e partilha de publicações relacionadas.
Segundo a promotoria, o réu ostentava crenças nazistas e chegou a tornar-se membro de The Base, grupo paramilitar de ódio considerado proibido pelo governo britânico. A acusação afirma que ele aspirava tornar-se parte de um grupo ativo no mundo real e estaria disposto a viajar para atuar. A promotora Michelle Heeley KC ressaltou que o jovem possuía um desejo claro de atuar como terrorista.
A investigação aponta que, antes da prisão, o suspeito passava grande parte do tempo online. Entre os itens apreendidos estão armas, explosivos, vestimenta militar, cadernos com ideias racistas, além de telefones e computadores. A promotoria sustenta que o material encontrado indica pesquisa ativa sobre alvos, incluindo sinagogas locais.
Provas e objetos apreendidos
- A casa foi vasculhada; entre os itens encontrados estavam berças de químicos, ferramentas para fabricação de explosivos e anúncios de armas imprimíveis.
- Os investigadores apontam que o réu pesquisava modelos de munição caseira e possíveis alvos, como uma subestação de energia ou torres de telefonia.
- A defesa afirma que muitos conteúdos anotados poderiam representar palavras vazias, mas a acusação sustenta que há evidências de preparação prática para atos terroristas.
O julgamento segue no Leeds Crown Court. O caso envolve questões de terrorismo, associação a organização proibida e posse de materiais de propaganda extremista. As próximas etapas do processo devem oferecer mais clareza sobre a responsabilização do jovem.
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