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Caso Master: PF alerta sobre risco de perda de provas após decisão de Toffoli

Peritos federais alertam que vestígios relevantes podem se perder se provas não permanecerem em unidades oficiais de criminalística, após envio à PGR

Peritos da PF afirmam que envio de provas à PGR pode comprometer a cadeia de custódia e a integridade das provas apreendidas. (Foto: Fellipe Sampaio /STF)
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  • A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) alerta sobre risco de perda de vestígios relevantes do material apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero contra o Banco Master, encaminhado à Procuradoria-Geral da República.
  • O ministro Dias Toffoli havia determinado lacre de bens e dispositivos sob custódia da corte; a Polícia Federal tentou reverter, mas Toffoli mandou as provas para a PGR.
  • A APCF afirma que não cabe ao Ministério Público a elaboração de provas a partir da análise de vestígios; as unidades oficiais de criminalística são as únicas com competência legal para produzir a prova pericial.
  • Exames fora das unidades oficiais de criminalística, especialmente em dispositivos eletrônicos, podem levar à perda de vestígios, a modificações automáticas do funcionamento dos sistemas e à quebra da cadeia de custódia.
  • Durante a operação, foram apreendidos 39 celulares, 31 computadores, 30 armas, R$ 645 mil em dinheiro e 23 veículos avaliados em R$ 16 milhões; Toffoli determinou que o procurador-geral da República tome cautelas na custódia do material.

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) alertou sobre o risco de perda de vestígios relevantes no material apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero contra o Banco Master. O material foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O ministro Dias Toffoli, do STF, havia determinado lacração de todos os bens e sua custódia na sede da Corte. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, tentou reverter, mas Toffoli mandou as provas para a PGR.

A APCF aponta que a avaliação de delitos cabe ao Ministério Público, mas a produção de provas periciais é função das unidades oficiais de criminalística, como o Instituto Nacional de Criminalística (INC). A entidade destaca autonomia técnico-científica dos peritos.

Risco à cadeia de custódia e às provas

Segundo a APCF, exames fora das unidades oficiais podem acarretar perda de vestígios, inclusive em dispositivos eletrônicos ainda ativos, e favorecer modificações automáticas de sistemas operacionais. A preservação da cadeia de custódia é apontada como central.

A associação ressalta que a prática fora de ambientes oficiais pode comprometer a validade das provas no processo legal e afetar a ampla defesa. A preocupação envolve a confiabilidade dos vestígios digitais e a integridade dos dados.

Durante a operação, a PF apreendeu 39 celulares, 31 computadores, 30 armas, R$ 645 mil em dinheiro e 23 veículos avaliados em R$ 16 milhões. Toffoli determinou que o procurador-geral Paulo Gonet adote cautelas na custódia do material.

A APCF reforça a autonomia dos peritos, assegurada por lei e pelo Código de Processo Penal. A entidade defende que o material seja destinado à perícia oficial para garantir a integridade das evidências.

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