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Tatuzão em operação: obras do metrô de São Paulo sob barulho

Linha 6–Laranja avança com tuneladoras; abertura parcial em 2026 ligará Brasilândia a Perdizes em cerca de 23 minutos, com 22 trens automatizados

Fotografia do canteiro de obras da estação Santa Marina da Linha 6 - Laranja do metrô de São Paulo.
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  • A Linha 6 – Laranja do metrô de São Paulo terá 15,3 quilômetros de extensão e 15 estações, com inauguração parcial prevista para o fim de 2026.
  • A estação Santa Marina, na Água Branca, está em 89,3% de conclusão, enquanto a estação Água Branca está em 92,4% e conectará as linhas 7 e 8 da CPTM.
  • A linha será a mais profunda do Brasil, com média de profundidade de 45 metros e piores vertentes chegando a 69 metros abaixo do nível da rua; a rede promete internet ao longo do trajeto.
  • O tempo de viagem entre Brasilândia e o centro deve cair de 1h40 para cerca de 23 minutos; a abertura completa está prevista para 2027, após a fase inicial de 2026.
  • Os túneis foram feitos por tuneladoras, chamadas “tatuzões”, com duas máquinas que escavaram todo o traçado; serão 22 trens, cada um com seis carros, fabricados no Brasil, com operação automatizada (GoA4) no Centro de Controle da Linha.

A Linha 6 – Laranja do metrô de São Paulo deve operar de forma parcial ainda em 2026, ligando a zona noroeste ao centro. O empreendimento tem 15,3 km, com 15 estações previstas e a operação total no futuro.

A obra acompanha o canteiro da estação Santa Marina, na Água Branca, com 89,3% de conclusão. A vizinha Água Branca está 92,4% pronta e conectará a linha 6 às CPTM 7 e 8. Acompanhe o ritmo de obras em linhauni.

A visita mostrou o andamento após a equipe de proteção seguir para calçar botas, capacetes e coletes. O engenheiro Lucio Matteucci apresentou a Santa Marina, com três acessos: principal, corredor de ônibus e passagem para a Unip.

O cenário foi marcado pelo barulho das máquinas. Corrimãos começavam a ser instalados e a percepção de como ficará a estação já era nítida, com entrada no térreo e bilheteria em nível inferior.

A linha terá plataforma de entrada no térreo, mezanino e escadas rolantes que conectam aos sentidos Brasilândia e São Joaquim. Santa Marina recebe iluminação natural abundante no projeto das estações.

Progresso das obras

A Linha 6 – Laranja será a mais profunda do Brasil, com média de 45 metros. Em pontos, como Itaberaba-Hospital Vila Penteado, os trilhos ficam a 69 metros abaixo da rua. Internet está prevista para todo o trajeto.

A abertura parcial em 2026 prevê Brasilândia até Perdizes. O trecho final, com universidades como PUC, FAAP e Mackenzie, ficou para o fim de 2027. O objetivo é reduzir o tempo entre Brasilândia e o centro.

Tecnologia e operação

Os trens não terão motorista, operados pelo Centro de Controle da Linha no pátio Brasilândia. O sistema usa GoA4, similar ao da linha Amarela. Trens são fabricados no Brasil, pela Alstom, em Taubaté, totalizando 22 veículos.

Cada trem tem seis carros, capacidade para 2.044 passageiros e velocidade máxima de 90 km/h. O primeiro trem foi entregue em julho de 2025; testes começaram em outubro. A obra mantém três turnos diários.

O tatuzão, tuneladora de 103 metros, escavou toda a extensão da linha com apoio de duas máquinas vindas do marginal Tietê. O ritmo diário chega a 41,3 metros em outubro de 2023, com desmoronamentos sem vítimas.

Arqueologia acompanha o avanço das escavações: 12 sítios encontrados e intervenções para resgatar peças, sem comprometer o cronograma. A obra permanece em funcionamento quase ininterrupto, com pausas pontuais.

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