- O Museu do Prado, em Madrid, busca preservar a experiência do visitante após registrar 3,5 milhões de visitantes no ano passado.
- O diretor Miguel Falomir disse que é preciso evitar superlotação, para não saturar ambientes como no Louvre.
- Entre as ideias estão otimizar entradas, reduzir o tamanho de grupos e proibir fotos nas galerias.
- A reportagem relata um fluxo variável, com salas mais cheias em alguns momentos e outras mais tranquilas pela manhã.
- Obras como Las Meninas e The Garden of Earthly Delights são destaques entre os visitantes, que seguem regras como a proibição de fotos.
O Museu do Prado, em Madri, está avaliando medidas para preservar a qualidade da visita ao tempo em que busca evitar a sensação de superlotação. A declaração do diretor Miguel Falomir ocorreu após o museu divulgar que alcançou um recorde de 3,5 milhões de visitantes no ano anterior. A meta é manter o equilíbrio entre acesso e experiência, sem aumentar demais a circulação.
Entre as propostas estão a otimização de entradas, a redução do tamanho de grupos e a proibição de fotografias nas galerias. A ideia é evitar que a visita se torne tão absorvente quanto uma multidão apertada, como ocorreria em locais de alta demanda.
Na prática, o público de sexta-feira de manhã contou com tempo de fila curto no acesso e entrada rápida após a compra de ingressos online. O movimento interno ainda começou contenho, ganhando ritmo conforme as obras eram exploradas.
Mesmo com o fluxo variável, parte das galerias manteve um ritmo tranquilo. Obras de destaque atraíram visitas, como a sala dedicada a obras de Goya, incluindo cenas marcantes de The Third of May 1808 and Fight Against the Mamelukes, que receberam atenção de espectadores.
Um visitante sueco, Alexander Jute, acompanhava as obras com seus quatro filhos. Ele avaliou a visita como positiva, sinalizando que o espaço poderia até receber um pouco mais de público. Outros visitantes, como Laura Moya e Enrique Ayala, de Murcia, destacaram o bom funcionamento dos audioguias e a organização do espaço.
A observação interna do Prado aponta que, em horários de menor concentração, a experiência tende a fluir com menos interrupções. Entretanto, a equipe de apoio reforça a necessidade de manter regras simples e claras para todos os visitantes.
Diretor do museu ressaltou a importância de manter a qualidade da visita mesmo com o aumento generalizado do interesse pela cultura. A gestão visa evitar cenários de superlotação que comprometam a experiência artística e o conforto dos visitantes.
Com a presença de obras como Las Meninas, a sala 12 costuma registrar maior concentração de público ao longo das primeiras horas do dia. Attendants reforçam a política de não fotos para manter a preservação das obras e a experiência visual.
A reporter do Guardian acompanhou o funcionamento do museu para entender o impacto de novas medidas. O panorama geral mostra que o Prado busca um equilíbrio entre fluidez de visitação, preservação do acervo e satisfação do visitante.
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