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Exposição em Londres de Lee Miller busca fundos para salvar milhares de negativos

Exposição em Londres arrecada fundos para conservar até sessenta mil negativos e impressões de Lee Miller, assegurando a preservação do arquivo em East Sussex

Lee Miller, Irmgard Seefried Opera singer, singing an aria from ’Madame Butterfly’ (1945)
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  • A mostra em Londres, no Lyndsey Ingram gallery, angaria dinheiro para conservar milhares de negativos da fotógrafa Lee Miller, alguns com quase cem anos de idade.
  • O objetivo é preservar até sessenta mil negativos e prints, muitos em estado crítico, armazenados em Farleys House, em East Sussex.
  • A exposição “Lee Miller: Performance of a Lifetime” acontece de 23 de janeiro a 25 de fevereiro, destacando o papel do teatro e da performance na obra de Miller.
  • As vendas ajudam a custear a conservação e a possível digitalização do acervo, com trabalhos a partir de £3.800; algumas peças estão em exibição no Tate Britain.
  • A iniciativa é conduzida por Ami Bouhassane, neta de Miller, que gere Farley’s House junto com o pai Antony Penrose, e busca transformar Farleys em uma instituição de caridade para assegurar o legado da fotógrafa.

A galeria Lyndsey Ingram, em Londres, abriga a exposição Lee Miller: Performance of a Lifetime, que também funciona como ação de captação de recursos. A mostra, já em cartaz, visa financiar a conservação de milhares de negativos da fotógrafa, alguns com quase 100 anos.

O acervo, administrado pela Lee Miller Archives, foi criado após a descoberta, no sótão da casa da artista em Sussex, de uma vastidão de fotografias e textos. As peças serão preservadas por meio de congelamento, técnica ministrada em parceria com o Preus Museum, da Noruega.

Os organizadores pretendem conservar até 60 mil negativos e impressões, muitos em estado crítico. O material está armazenado na Farleys House, em East Sussex, onde Miller viveu com o marido Roland Penrose, entre 1949 e sua morte em 1977.

A exposição, que vai de 23 de janeiro a 25 de fevereiro, destaca o papel de Miller em teatro, encenação e performance ao longo de sua carreira. A retrospectiva acompanha desde a chegada a Paris em 1930 até os anos finais da Segunda Guerra Mundial, quando atuou como photojournalista.

A fundação da família, representada pela neta Ami Bouhassane, que gerencia Farley’s House com o pai Antony Penrose, contou à The Art Newspaper como o acervo foi encontrado por acaso quase 50 anos atrás. A descoberta ocorreu enquanto a mãe buscava fotos do pai quando ele era bebê.

Bouhassane reforça que Miller enfrentou dificuldades para retornar à fotografia após a guerra, incluindo traumas de combate e depressão pós-parto. A prioridade atual é assegurar a continuidade do legado da artista, sem dependência de uma única instituição.

O projeto envolve ainda a digitalização gradual do acervo, dependente dos recursos arrecadados. A Lee Miller Archive trabalha com CLAIR, galeria na Suíça, e com outros parceiros caso a caso. A colaboração com Lyndsey Ingram partiu de Clara Zevi, diretora da Artists Support.

Zevi aponta que o objetivo de médio prazo é transformar Farleys House em instituição beneficente para garantir a proteção da memória de Miller. Bouhassane diz que abrir o arquivo para redes de apoio é o caminho para manter o legado acessível a futuras gerações.

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