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Guia de proteção contra golpes com deepfakes em vídeo e voz

Golpes com clonagem de voz por IA ameaçam familiares; saiba como se proteger e confirmar emergências antes de transferir dinheiro

Deepfakes: Ameaça em vídeo e voz - como se proteger
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  • Golpe do falso familiar com clonagem de voz por inteligência artificial é um dos mais sofisticados em 2025: uma ligação de emergência pede pix para evitar uma multa.
  • Técnicas usam apenas alguns segundos de áudio para reproduzir timbre, ritmo, entonação e sotaques, com voz 93% idêntica à original, facilitando o golpe sob pressão emocional.
  • No Brasil, 2024 registrou 51% de brasileiros vítimas de fraude digital; perdas totais de R$ 10,1 bilhões; 2,7 bilhões em pix; em cinco meses de 2025 já houve dezoito casos de deepfakes em golpes.
  • Proteção prática: exigir videochamada, ligar de volta pelo número conhecido, mudar de canal de comunicação; privacidade nas redes, autenticação em dois passos e senha de segurança familiar.
  • Se for vítima, denuncie à Delegacia de Crimes Virtuais, contate o banco para contestar a transação, bloqueie o número e avise contatos; confirme a emergência pessoalmente quando possível.

Dentro do universo de fraudes digitais, já há relatos de golpes com clonagem de voz por inteligência artificial. Um caso recente mostra uma mãe que foi vítima ao receber uma ligação em que a voz de seu filho pedia um pagamento rápido. O uso de IA permite reproduzir timbre, entonação e emoção em segundos.

A história começa com uma ligação recebida num domingo, fingindo emergência. A mãe transferiu dinheiro por meio de Pix após receber instruções da suposta voz do filho. Pouco depois, o filho real ligou, mas já era tarde: o golpe já havia ocorrido. A investigação aponta para um golpe com clonagem de voz, um dos mais sofisticados do Brasil em 2025. Fonte: reportagem do portal.

A dimensão do problema é ampla. Em 2024, metade da população brasileira sofreu algum tipo de fraude digital, e 24% enfrentaram golpes nos últimos 12 meses. As perdas chegaram a 10,1 bilhões de reais no ano, com 2,7 bilhões apenas em transferências via Pix. Em 2025, já foram identificados 18 casos de deepfakes em golpes, o dobro do ano anterior. Em nível global, golpes com IA cresceram quase 150%.

Como os criminosos obtêm dados para as vozes falsas

Dados para clonagem vêm de várias fontes: redes sociais, com fotos, nomes de parentes, locais e costumes; vazamentos na internet; e até conversas públicas. Além disso, há a prática de vender “kits de fraude” em plataformas de mensagens, com fotos de documentos e informações pessoais. Técnicas avançadas permitem criar vozes quase idênticas, o suficiente para enganar mesmo pessoas atentas.

Outros perigos além da voz

Deepfakes de vídeo simulam entrevistas ou chamadas com figuras públicas para induzir pagamentos. Técnicas de validação biométrica podem permitir que criminosos obtenham empréstimos ou abram contas. A combinação de rosto e voz manipulados eleva o nível de risco, com prejuízos expressivos já registrados.

Dicas para detectar e evitar golpes

Durante uma ligação de emergência, pergunte informações que só familiares saberiam. Exija uma chamada de vídeo para confirmar identidade. Caso haja qualquer desculpa de problemas técnicos, desligue e ligue de volta pelo número conhecido da pessoa. Mudar de canal ajuda a conter a fraude.

Privacidade nas redes, autenticação em dois passos e comunicação com familiares sobre esse tipo de golpe fortalecem a defesa. Estabelecer uma “senha de segurança” familiar para confirmar pedidos de dinheiro é uma prática recomendada. Além disso, confirme emergências indo até a pessoa ou contatando hospitais e delegacias.

O que fazer se você foi vítima

Reporte à Delegacia de Crimes Virtuais e ao banco caso tenha ocorrido transferência via Pix. Bloqueie o número em redes sociais se houver clonagem e registre um boletim de ocorrência. Informe seus contatos caso haja clonagem de número ou WhatsApp.

Observação sobre a realidade tecnológica

A tecnologia de IA consegue criar vozes e imagens com alto nível de realismo, explorando o pânico emocional. No entanto, a prática de verificar pela via tradicional — confirmando com pessoas próximas — ainda é uma defesa eficaz. A conscientização familiar é apontada como ferramenta-chave para reduzir vulnerabilidades.

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