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Espaços verdes devem ser padrão em novos empreendimentos na Inglaterra

Guia público aponta bairros com áreas verdes e infraestrutura integrada, mas não torna as diretrizes obrigatórias, abrindo espaço para descarte pelos incorporadores

King's Cross in London could become the model for housing developments, according to the draft guidance.
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  • O governo publicou diretrizes para novos bairros na Inglaterra, defendendo que espaços verdes e acesso à natureza sejam a norma, com comércio, escolas e transporte próximos.
  • O texto em draft não torna obrigatórias essas regras, abrindo espaço para que construtoras ignorem as orientações.
  • Casos citados como modelo incluem King’s Cross, Bath (Temple Gardens), Kampus em Manchester e Malings em Newcastle upon Tyne.
  • As diretrizes sugerem medidas como swift bricks, hedgehog highways e proteções contra inundações para reduzir impactos ambientais.
  • Especialistas e organizações pedem regras obrigatórias e regulamentação mais clara; o ministro da habitação ressalta que padrões devem tornar o desenvolvimento exemplar a norma.

Green spaces devem ser norma em todos os novos loteamentos na Inglaterra, dizem diretrizes do governo. O texto indica que habitação integrada a lojas, escolas, transporte público e áreas verdes, com preservação do patrimônio, deve ser comum. Motivações incluem qualidade de vida e conexão com o entorno.

Casos citados incluem King’s Cross, em Londres, onde antigas fábricas foram revertidas para comércio, serviços e áreas públicas, com escolas e residências próximas a um canal revitalizado e reserva natural. Temple Gardens, perto de Bath, é apresentado como exemplo de recuperação de pubs históricos junto a novas moradias.

Outros empreendimentos destacados são Kampus, em Manchester, e Malings, em Newcastle upon Tyne. As diretrizes sugerem incorporar elementos de natureza, como swift bricks e hedgehog highways, além de medidas de proteção contra enchentes decorrentes da crise climática.

A auditoria de planejamento aponta que as diretrizes publicadas em draft para consulta não tornam obrigatórias essas recomendações, abrindo espaço para que incorporadoras ignorem. Especialistas afirmam que esse ponto é crucial para efetividade das políticas.

Anna Hollyman, da UK Green Building Council, critica a falta de regulamentação clara, destacando a necessidade de o setor liderar a recuperação de lugares e ecossistemas locais por meio de soluções baseadas na natureza. Ela defende que governança consolide biodiversidade como infraestrutura.

Rachel Hackett, da Wildlife Trusts, solicita medidas obrigatórias para a fauna, ressaltando que apenas diretrizes voluntárias não bastam diante da perda de natureza. Ela afirma que bricks para aves e corredores de ursos são exemplos que precisam de aplicação universal.

O ministro de habitação e planejamento, Matthew Pennycook, afirma que o objetivo é tornar exemplares os projetos, facilitando aprovação de licenças e conectividade. O governo planeja novas regras de construção, com energia solar, bombas de calor e isolamento mais rigoroso em quase todos os imóveis novos, com a agenda de normas futuras ainda em discussão.

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