- A exposição “Sul da Bahia” de Cassio Vasconcellos fica em Trancoso até 28 de fevereiro de 2026, na Galeria Hugo França.
- A série destaca a Mata Atlântica e a relação entre preservação ambiental e a paisagem do sul da Bahia, com técnica que remete a gravuras em metal.
- A mostra reúne imagens que reforçam a ideia de que Trancoso vai além das praias, abordando também a riqueza natural da região.
- Entre os destaques, Vasconcellos fala do Quadrado de Trancoso, das árvores centenárias e dos desafios de compor imagens na floresta, com luz e sobreposições de planos.
- O modo de trabalhar do artista é enxuto: uma câmera há mais de doze anos, uma lente, guia local e, quando possível, imagens aéreas via drone ou helicóptero.
A exposição Sul da Bahia, de Cassio Vasconcellos, está aberta em Trancoso até 28 de fevereiro de 2026. A mostra, instalada na Galeria Hugo França, reforça a preservação da Mata Atlântica e revela que o município baiano vai além de suas praias.
A série, criada ao longo de três anos, utiliza uma linguagem que remete a gravuras em metal. Vasconcellos parte de imagens da Mata Atlântica para discutir a relação entre natureza, paisagem humana e identidade brasileira.
A Galeria Hugo França fica na Rodovia BA 001, em Trancoso, Porto Seguro. O espaço é gerido por Hugo França, designer-escultor que acolhe a mostra e recebe visitantes até o fim de fevereiro. A curadoria aponta a ponte entre fotografia, conservação ambiental e história regional.
Sobre o artista e a obra
Cassio Vasconcellos é reconhecido pela trajetória na fotografia brasileira desde 1981. Na exposicão, ele busca novos ângulos e conceitos, mantendo o foco na poesia do Brasil profundo e na presença da natureza como eixo, com ênfase na preservação.
O conjunto de imagens enfatiza o interior da Mata Atlântica, destacando parques nacionais e áreas de proteção. A produção inclui também registro aéreo por drone e, em algumas situações, imagens captadas de helicóptero.
Método e motivações
O fotógrafo trabalha com uma câmera e uma lente há mais de doze anos, acompanhado por guias locais. Esse método reduz a dependência de equipe e favorece a conexão com o território e o tempo da paisagem.
Entre os desafios, Vasconcellos cita a complexidade visual da floresta, com planos sobrepostos e variações de luz. A busca é por composições mais limpas que traduzam a experiência sensível do lugar.
Conexões históricas e ambientais
A série faz referência a artífices que influenciaram a percepção do território, como viajantes e estudiosos europeus. O trabalho também remete ao patrimônio natural regional, incluindo parques nacionais da região e áreas de proteção de reserva.
Mães da Mata Atlântica e a preservação aparecem como eixo central, convidando o público a conhecer o sul da Bahia sob outra perspectiva além das praias. A exposição propõe uma leitura da região como território de memória e conservação.
Com colaboração de Cynthia Garcia, historiadora de arte, a mostra reúne documentação sobre o contexto histórico e ambiental da área. A curadoria reforça a intenção de ampliar a compreensão sobre Trancoso e seu entorno.
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