- Mulher, hoje na faixa dos 40 anos, ficou em cativeiro desde meados dos anos noventa em Tewkesbury, Gloucestershire, sob domínio de Amanda Wixon, e foi forçada a trabalhar como escrava doméstica para a mãe e os 10 filhos.
- Ela era alimentada com sobra de comida, não podia deixar a casa e precisava tomar banho secretamente à noite; houve agressões físicas e cabeça raspada contra a vontade.
- A vítima, com deficiência de aprendizagem, foi descoberta pela polícia em março de dois mil e vinte e um, em uma casa superlotada, com mofo nas paredes e lixo no quintal.
- Wixon foi considerada culpada de aprisionamento ilegal, coerção para trabalho forçado e agressão que resultou em dano corporal; o julgamento ocorreu em Gloucester Crown Court, com a sentença prevista para março.
- Desde a libertação, a vítima vive com uma família adotiva, está em faculdade e passou a viajar; o caso gerou críticas à falta de registros de serviços sociais no período.
A mulher, cuja identidade não pode ser divulgada, viveu contra a própria vontade em Tewkesbury, Gloucestershire, por mais de 25 anos. Ela foi forçada a trabalhar como serva doméstica para uma mãe e seus 10 filhos, desde a década de 1990 até ser resgatada em 2021.
Amanda Wixon, 56, foi considerada culpada por cárcere privado, obrigar alguém a realizar trabalho forçado e agressão que resultou em dano corporal. Durante anos, a vítima sofreu espancamentos, teve cabeça raspada à força e consumiu detergentes em ocasiões.
A casa havia condições degradantes quando a polícia chegou, em março de 2021. O imóvel estava superlotado, com mofo nas paredes, infiltração de sujeira e quintal deteriorado. A vítima estava visivelmente fragilizada.
Condições de moradia e relato da vítima
A vítima, com deficiência intelectual, não podia sair e dependia de poeira alimentar. Ela relatou que não tomava banho há anos e que era obrigada a lavar apenas as roupas da família, sem acesso a higiene regular.
Testemunhos da polícia mostraram uma grave privação de cuidado. A sala da vítima parecia um quarto de cárcere, com outros cômodos igualmente sujos. Vídeos de câmeras corporais registraram medo e fraqueza.
A vítima, desde o resgate, está sob proteção de uma família acolhedora, frequentando a faculdade e viajando. Ela expressou traumas e o desejo de manter a própria higiene e autonomia.
Processo e defesa
O caso ocorreu no Gloucester Crown Court. O veredito foi divulgado na quarta-feira; a materialização da sentença está prevista para março. O promotor destacou décadas de crueldade, exploração e controle impostas à vítima.
A defesa sustentou que a vida da ré era mais complexa, com condições sanitárias precárias na casa e pouca participação em cuidados básicos médicos. O tribunal ouviu que a residência apresentava proliferação de sujeira.
Contexto institucional e desfecho
Autoridades relataram que o Serviço Social teve envolvimento com a família no final dos anos 1990, sem registros de contato posteriores. A polícia investiga ainda a extensão de benefícios pagos à vítima, somados aos relatos de pobreza imposta.
A polícia elogiou a coragem da vítima ao procurar ajuda, após anos de isolamento. A promotoria ressaltou que a vítima perdeu liberdade, dignidade e autonomia ao longo de décadas.
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