- Quatro em cinco pessoas cegas ou com visão reduzida no Reino Unido relatam dificuldades para atravessar o vão entre trem e plataforma, com casos de queda, choque ou bloqueio em portas.
- Mais de um terço (37%) não consegue fazer todas as viagens de trem que precisa ou quer, aumentando a ansiedade ao viajar.
- O vão entre plataforma e trem é descrito como fonte significativa de medo, com relatos de ser atingido por um trem, contato com a via ou arrasto ao partir.
- Acessibilidade insuficiente de orientação tátil nas estações é evidente, com apenas um quinto dos pesquisados dizendo ter encontrado esse recurso em alguma estação.
- Assinaturas de atendimento ao passageiro são inconsistentes: dois terços ficam presos ao pedir ajuda, três quartos não confiam no apoio oferecido e dois terços não são avisados sobre mudanças de destino durante a viagem.
Oito em cada dez pessoas cegas ou com visão reduzida no Reino Unido relatam dificuldades para atravessar o vão entre trem e plataforma, aponta estudo da Royal National Institute of Blind People (RNIB). A pesquisa revela altos níveis de ansiedade ao viajar de trem, com relatos de quedas e incidentes nas portas.
O estudo, com 1.200 participantes, indica que 37% não conseguem realizar todas as viagens que desejam ou precisam fazer. O vão entre plataforma e trem é apontado como fonte significativa de medo, incluindo situações de contato com trilhos e portas a se fechar.
A falta de trilha tátil de orientação, que ajuda cegos a se locomover, é citada como fator relevante. Apenas cerca de 20% dos entrevistados disseram ter encontrado esse recurso em estações britânicas, bem menos do que em países europeus e Japão.
Assistência ao passageiro e acesso à informação
A pesquisa aponta experiências inconsistentes com a assistência ao passageiro: dois terços afirmaram ficar abandonados ao buscar ajuda, três quartos não confiaram no suporte disponibilizado pelos funcionários, e dois terços não foram avisados sobre mudanças de destino a bordo.
Questões sobre compra de bilhetes também aparecem, com 42% preferindo atendimento pessoal na bilheteria. Relatos de falha no atendimento de este tipo contribuem para jornadas mais longas e aversão a viajar.
Depoimentos sobre a experiência de viagem
Pacientes relatam que a assistência costuma falhar repetidamente, gerando ansiedade antes mesmo de iniciar a viagem. Uma usuária ilustra a dificuldade de gerenciar custos quando o suporte não aparece, deixando ela em prejuízo financeiro.
A RNIB destaca que mudanças no quadro regulatório, como o novo projeto de lei ferroviário para o Great British Railways, devem incorporar a acessibilidade desde o início. O objetivo é reduzir atrasos, falhas de assistência e inconsistências de sinalização.
Propostas e impactos
A instituição reforça a necessidade de treinamento de toda a equipe em consciência sobre deficiência, melhoria na acessibilidade das estações e anúncios de áudio mais informativos a bordo. Mesmo em jornadas com apoio positivo, as usuárias costumam ficar exaustas pela incerteza de como agir diante de problemas.
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